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Factores de localização empresarial no Concelho de Oeiras

 
São de diversa índole os fatores que têm feito com que, desde os anos 80/90, o município de Oeiras se tenha tornado um território atraente, nas estratégias e decisões de localização empresarial.
 

​Face aos atuais desafios da modernidade, o município de Oeiras consegue efetivamente aproveitar bem as oportunidades das últimas duas décadas. Um sucesso que contribuiu, por seu lado, e à sua escala, para as próprias transformações metropolitanas de âmbito mais global, consolidando inclusivamente uma já firme tendência de ampliação da principal centralidade da metrópole.


São de diversa índole os fatores que têm feito com que, desde os anos 80/90, o município de Oeiras se tenha tornado um território atraente, nas estratégias e decisões de localização empresarial – muito nomeadamente, em empresas mais exigentes e qualificadas do ponto de vista económico e cultural. Listaríamos tais fatores por seis ordens de razões.


1. Pelas importantes mutações decorridas nas estruturas e dinâmicas económicas e sociogeográficas da Área Metropolitana de Lisboa.


A transformação dos padrões e das interdependências económicas da AML, na senda da sua inserção nas dinâmicas decorrentes das lógicas de competitividade global, bem como a consolidação das estruturas de habitabilidade e de mobilidade de âmbito metropolitano, têm projetado o território da Região de Lisboa para um vasto sistema inter-relacional, onde diversos territórios ganham maior potencial de centralidade.


Assim, e desde logo pelo seu próprio posicionamento geográfico – crescentemente central e estratégico – Oeiras tem-se tornado um território cada vez mais central para a mais importante região económica do país.


Esta é uma tendência pesada que se iniciou nas suas zonas mais litorais e a nascente, junto a Lisboa (Algés e Miraflores), hoje bem confirmada pelos significativos níveis de turbulência (quer de sinal negativo quer positivo) aí registados, no fundo dinâmicas típicas de territórios de características marcadamente centrais.


Seguiram-se as zonas de Carnaxide e da Outorela, inicialmente de características menos urbanas mas presentemente já muito consolidadas e com clara tendência de multiutilização dos seus espaços, não obstante raízes de ocupação de grandes espaços.


Mais recentemente, e em conjunto com o aumento da utilização das vias litorais de transporte, a abertura da A5 permitiu que o posicionamento do município e a respetiva estrutura sub-regional de acessibilidades se tenha tornado numa importante vantagem comparativa de escala mais regional/global, oportunidade aproveitada pela instalação de parques empresariais e tecnológicos junto aos seus principais nós de acessibilidade.


O que, não obstante a ainda difícil interligação com as malhas urbanas consolidadas, tem confirmado como parte importante do território de Oeiras é já visto como parte integrante do grande núcleo central de Lisboa.


2. Pelo elevado capital imagético, simbólico e de qualidade de vida que se foi consolidando no território de Oeiras.


Detendo elementos naturais e múltiplas amenidades de excelente valor para a vivência, a cultura e o lazer – praia, mar, campo, património – e desenvolvendo uma imagem de administração local de maior eficiência e qualidade, Oeiras consolidou a presença de uma população consideravelmente qualificada e exigente, e em idade ativa, bem como a localização de uma série de instituições de prestígio (tais como o Instituto Gulbenkian de Ciência, o Instituto Nacional de Administração, ou o Instituto Superior Técnico).


Claramente visto como um dos mais relevantes ativos de um território, o capital simbólico de Oeiras, embora não mensurado (pois existem metodologias de desenvolver tal análise, incluindo comparativa), será hoje um dos mais elevados do país pela disponibilização de espaços empresariais de qualidade e em condições muito atrativas.


3. Pela disponibilização de espaços empresariais de qualidade e em condições muito atrativas.


Primeiramente, espaços de características essencialmente industriais – correspondendo a lógicas de localização de atividades similares nas mais diferentes cidades europeias, ao longo do século XX. Mais recentemente, espaços de escritório, nomeadamente por via da promoção imobiliária de Business Parks e do Parque de Ciência e Tecnologia, com excelentes condições (rating prime) e rendas imobiliárias de valores consideravelmente inferiores aos das médias praticadas em territórios diretamente concorrenciais (nomeadamente, o CBD tradicional de Lisboa, ou mesmo novas e competitivas localizações como o Parque das Nações).


4. Pela maior dificuldade de consolidação de estratégias concretas de atracão empresarial por outros territórios (Lisboa e Cascais).


Foi, inclusivamente, definido no PDM de Lisboa de 1994, que um dos principais fatores de desvitalização e de despovoamento da cidade central, consistia na excessiva terciarização dos espaços urbanizados. A falta de pró-atividade do Concelho (governativa e administrativa), muito nomeadamente nas dimensões estratégicas de atratibilidade e apoio aos tecidos e redes económicas, em conjunto com as potencialidades e dinâmicas demonstradas por territórios como Oeiras, desincentivou diversas empresas a manterem-se ou instalarem-se dentro dos seus limites concelhios.


5. Pelos fatores sinergéticos e externalidades positivas decorrentes de uma acumulação de massa crítica, de know-how empresarial e de conhecimento.


A localização consideravelmente seletiva de determinadas zonas e sectores empresariais contribuiu para importantes sinergias e fatores cumulativos de criação de inovação e de valor. Incluem-se nestas dimensões, as cooperações entre empresas e instituições produtoras de fatores primordiais de inovação, de conhecimento, de ciência e tecnologia. Esta não deixa de ser uma dimensão de competitividade territorial onde ainda existem importantes desafios a enfrentar.


6. Finalmente, por uma eficaz capacidade estratégica, de atuação e de decisão por parte do executivo municipal de Oeiras.


Nas últimas duas décadas, o município de Oeiras estruturou uma cultura de visão, de eficiência e de boa gestão do seu território, bem como uma capacidade de motivação dos múltiplos stakeholders e cidadãos locais, inclusive para fins coletivos, conseguindo por essas vias cimentar um importante capital simbólico de atenta e eficaz governação.

 


Num contexto global de importantes transformações nas cadeias de valor económico e cultural, e na configuração das estruturas socioeconómicas e espaciais, os fatores de ordem político e governativa e de estratégica e ação pública, sobretudo de âmbito local e/ou regional, mostram afigurar-se cada vez mais decisivos para o sucesso e afirmação de cada território ou cidade.


Tornando a Oeiras, e num cômputo global, poder-se-á afirmar que a consolidação das estruturas económicas e de competitividade do Concelho se tem sucedido não tanto pelos efeitos das suas condições historicamente endógenas, ou ainda por ação de efeitos externos tais como a qualificação de âmbito mais global da AML ou ainda a relativa tendência de repulsa de importantes stakeholders territoriais face a Lisboa ou Cascais, mas sobretudo, pela consolidação de importantes componentes de desenvolvimento muito ligados a fatores decisivos de iniciativa bem mais local, cujos efeitos têm permitido, por sua vez, a consolidação de importantes estruturas socioeconómicas, sendo estas as bases de um novo paradigma local de atratibilidade endógena de inovação, de talento e de empreendedorismo (ainda não tanto de conectividade).


De forma sintética, serão os seguintes estes fatores decisivos de ordem local:


a) A prossecução de uma ativa e eficaz governação de base local, com evidentes resultados na atratividade, muito nomeadamente, de investimento externo e de residentes qualificados;


b) A crescente inserção e cognição de Oeiras como território-Cidade, progressivamente integrado na grande centralidade urbana da metrópole – tendência devida em parte à natural reestruturação metropolitana, mas também, e não em pequena medida, às dinâmicas e à pró-atividade dos principais stakeholders públicos e privados do território de Oeiras;


c) A uma lenta mas vigorosa consolidação de estruturas de governança, de intercâmbio e de cooperação de base sócio territorial, mas também económica e de conhecimento, por desenvolvimento de diversas iniciativas, tais como o Oeiras XXI e as diversas redes de negociação e de cooperação desenvolvidas a nível público-privado e interinstituições.

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