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Estrada Marginal

Se não tiver mais nada para fazer, deixe-se estar no carro a andar para a frente e para trás na Marginal. A paisagem sendo a mesma nunca defrauda.
A Marginal é mais do que uma estrada. É um monumento.
 

Ao passarmos pela Marginal, faça sol ou chuva, não se consegue ficar indiferente àquela companhia, constante, do rio que se transforma em mar. Talvez por isso, ou pelo serpentear da costa, ou por um outro qualquer motivo mais prosaico, a verdade é que a Estrada Marginal, concluída em 1937, é considerada uma das estradas mais bonitas do país ( e não só. Eu, que nã sou de intrigas, ouvi dizer que o Mike Jagger um dia, ao fazê-la, disse que era a estarda mais bela que ele tinha visto).

É quando se está a "sós" na Marginal que percebemos o motivo de ter sido a mais emblemática estrada de Portugal, nos anos 60. Aquela sobre qual recaíam a maioria das filmagens, a mais procurada, um ex-libris para toda esta zona.

Olhando para uma das inúmeras fotografias que António Passaporte nos deixou, podemos ver como era a Marginal nos tempos idos. Os carros eram pretos. Os fatos de banhos não incorriam em erro indiscreto. Prédios inexistentes e em algumas fotografias conseguimos ver como na margem direita, sentido Lisboa-Cascais, temos à beira, como que à socapa, as casas de veraneio para logo depois, distendendo o olhar para mais longe, vermos os montes e vales despidos de existência humana. Era uma Oeiras Rural. Do lado esquerdo as mudanças não foram tão sentidas. Continuamos a ter praia, o rio e a vislumbrar o mar. Continuamos a ter os Fortes. Continuamos com a maresia a irromper pelos sentidos. E ao longe, como que a vigiar, o Bugio.

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A Estrada Marginal pode começar em Lisboa e acabar em Cascais, mas não há freguesia do litoral de Oeiras que não a tenha como companhia… ainda bem para nós!

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