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quinta-feira, 24 de Maio
Igreja Matriz de OeirasLargo 5 de Outubro 2780-255 OeirasTelefone: (+351) 214 430 553Segunda-feira: 09h00-13h00;De terça-feira a sexta-feira: 09h00-13h00/15h00-19h30;Sábado e Domingo: 09h00-13h00/18h00-20h00 Entrada gratuita.
Considera-se como certa a sua existência já no reinado de D.Dinis. Mas da então paróquia de Nossa Senhora da Purificação de Oeiras até à actual igreja matriz bastantes séculos decorreram. A igreja matriz dedicada a Nossa Senhora da Purificação, começou a ser construída em 1702, tendo sido inaugurada em 1744. A ideia de se proceder à construção de um templo significativamente espaçoso para as necessidades da freguesia foi nascendo e surgindo ao longo dos tempos, embora se tornasse difícil de executar, tendo em conta a enorme despesa que acarretava. Mas a pequenez da antiga igreja paroquial era, de facto, manifesta.A construção da actual capela-mor, com o fecho da abóboda, foi terminada em Agosto de 1704. O responsável pelo projecto arquitectónico foi o célebre arquitecto régio João Antunes, nesta fase já no final da sua carreira. O superintendente que finalizou as obras foi D. António Rebelo de Andrade, homem de cultura muito apurada, que personifica o mecenas da época barroca. No entanto e à data da sagração desta obra, embora a igreja estivesse totalmente edificada, faltava a colocação das pinturas.O interior da igreja matriz de Oeiras possui alguns elementos que se destacam pela sua grande beleza. É o caso da pia baptismal, obra do mestre Matias Duarte, com o pé de pedra bastarda e o corpo de pedra lioz. O lavatório da sacristia é outro dos elementos a destacar. Obra do mestre anterior, apresenta uma conjugação muito feliz de pedra lioz (branca) e de pedra vermelha (mármore avermelhado), tratando-se de um conjunto de rara perfeição e beleza, salientando-se também os púlpitos, de perfeição e rendilhados impressionantes.Convém também dar uma especial atenção às pinturas que ornamentam a igreja matriz. No altar-mor existem quatro grandes pinturas realizadas por Miguel António do Amaral. Um deles representa a última ceia; outro, uma cena da Vida de Jesus e outro representa Madalena. Por cima dos altares da igreja salientam-se dez pinturas com momentos marcantes da vida da Virgem. São temas escolhidos por António Rebelo de Andrade, assim como os oito painéis que também decoram estes altares.No alto, por cima do arco cruzeiro, salienta-se a pintura central alusiva à padroeira da igreja – Nossa Senhora da Purificação, pertencente à oficina de Jerónimo da Silva de Lisboa.A igreja possui ainda um belo órgão (no coro).
Capela de Santo Amaro
Rua Teixeira Simões, Santo Amaro de Oeiras 2780 OeirasTelefone: (+351) 214 228 635De Segunda-Feira a Sexta-Feira: 14h30 às 17h30Entrada gratuita.Este pequeno templo de fundação muito antiga foi erguido pela Irmandade da Conceição. Segundo a tradição popular sabemos que D. Manuel I tinha grande fé em Santo Amaro e visitava frequentemente a pequena capela. Bastante danificada com o terramoto de 1755, foi reconstruída e remodelada no Século XVIII. O seu interior é formado por uma só nave e capela-mor. Os três altares apresentam retábulos do final do séc. XVIII, as abóbadas são adornadas de estuques em estilo rococó e os silhares de azulejos são também do séc. XVIII, com possível proveniência da Real Fábrica do Rato. Estes representam painéis historiados, pintados a azul e branco com passos da vida da virgem, na cave, e a Morte e a Assunção da Virgem na Capela-mor. Na sacristia salienta-se o pavimento e o lavabo do século XVIII.
Capela Nossa Senhora de Porto Salvo
Rua Conde de Rio Maior2740 Porto SalvoTelefone (cartório): (+351) 309 733 330Terça-feira a sexta-feira: 8h00 – 10h00 / 17h30 – 20h00;Sábado: 18h – 20h00;Domingo: 8h30 – 10h00 / 18h00 - 20h00 Entrada gratuita.
Da sua fundação, sabe-se que o templo primitivo era bastante antigo, mas “não remontando além do século VXI” ignorando-se no entanto a data exacta da sua edificação. A tradição oral, conta, que na sua origem esteve uma promessa de mareantes da carreira da Índia que, durante a viagem de regresso, se viram em grande perigo e prometeram a Nossa Senhora, que se chegassem sãos e salvos a Portugal, lhe dedicariam como memória, uma ermida, sob o titulo de “Porto Salvo”, no primeiro lugar alto que avistassem à sua entrada.A actual Ermida foi erigida nas ruínas do edifício original, mandada remodelar e ampliar pelo Capitão Manuel de Carvalho, em 1670, tendo sido concluída em finais do século XVII. Esta pequena capela segue a linha arquitectónica tradicional das capelinhas rurais portuguesas. No seu interior, encontramos uma planta de estrutura simples de apenas uma nave e uma capela-mor com abóbada. Surpreende-nos pelo seu ambiente tipicamente Barroco totalmente revestida de belíssimos painéis azulejados do século XVIII.O conjunto dos painéis de azulejos é composto por dois painéis que se encontram na fachada e por outros dois que revestem o interior da nave até meia altura. Datam de 1740 e são da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes. Os painéis que se encontram na fachada ladeiam a porta, debaixo do alpendre e representam dois milagres da Senhora de Porto Salvo.Na nave encontram-se dois outros painéis representando cenas da vida da Virgem, formando de cada lado, um painel único. O do lado do evangelho, o esquerdo, vai da parede fundeira até ao púlpito, num total de 54 azulejos. O do lado da epístola, o direito, termina na silharia de uma porta que, segundo a legenda, foi inutilizada em 1874.Junto ao arco triunfal existe uma caixa de esmolas “rocaille” com uma pequena pintura de Nossa Senhora.
Capela do Senhor Jesus dos Navegantes
Rua Travessa da Ermida 2770-161 Paço de ArcosTelefone: (+351) 214 432 145Sábado: das 9h00 – 11h00Entrada gratuita.
Pequeno templo, cuja matriz inicial remonta ao ano de 1698, tendo sido posteriormente reedificado no final do século XIX.A vila de Paço de Arcos, pela sua localização, esteve desde sempre ligada às actividades piscatórias, dai que esta capela tenha sido erguida em honra do Senhor Jesus dos Navegantes, padroeiro das gentes do mar. A devoção local ao padroeiro desta capela é provavelmente anterior à construção da capela e estará relacionada com a protecção que a enseada de Paço de Arcos ofereceria aos navegantes que ali ocorriam procurando abrigo das tempestades no mar.A capela é constituída por uma só nave, rematada por uma abóbada de berço animada por painel de estuque de motivos geométricos (limitado à zona correspondente ao altar-mor), apresentando também muros revestidos por rodapé azulejar de padrão setecentista. Os muros da nave ostentam ainda a presença de figurações escultóricas, sobre peanhas, de São José (Epístola) e de São Sebastião (Evangelho). Este espaço é enriquecido por alguns elementos do período barroco, nomeadamente o altar predominantemente em talha dourada. Na zona central encontra-se uma imagem do padroeiro da vila – Senhor Jesus dos Navegantes.
Convento da Cartuxa, Caxias
Rua Francisco de Almeida, Laveiras 2760-037 CaxiasAberta para a missa de Domingo das 12h00 às 13h00Vistas guiadas mediante marcaçãojoão.p.antunes@dgrs.mj.ptO antigo convento da Cartuxa é, a par com o de Évora, um dos dois únicos conventos cartuxos portugueses. O edifício está inserido num conjunto construído numa propriedade de características agrícolas que engloba o núcleo mais antigo, composto pela igreja e dependências e todos os edifícios levantados no século XX para instalar o reformatório, que se estendem por uma encosta suave.Este convento foi fundão no século XVII, em terrenos doados por D. Simoa Godinho. O pequeno claustro, com três arcos em cada ala, foi mandado construir pelo Cardeal D. Luís de Sousa nos finais do século XVII. O primitivo templo terá sido destruído na sequência de um projecto de ampliação do convento em 1736. A igreja, de ampla fachada de calcário, é encimada por uma imagem da Virgem com o Menino e foi construída no século XVIII. Desde 1903 que o convento alberga as instalações do Instituto Padre António de Oliveira.Pela sua excelente acústica, este espaço tem albergado com regularidade concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Capela Nossa Senhora da Piedade
Avenida dos Bombeiros Voluntários de OeirasQuinta da QuintãPorto SalvoCapela ParticularEncerrada ao PúblicoDesconhece-se a data de construção da capela, mas pelas suas características arquitectónicas julga-se que se trate de um templo do século XVIII, tendo em atenção a data que se encontra na porta (1737). De salientar na fachada principal, com pormenores neoclássicos, a estrela de oito pontas do Marquês de Pombal. A capela tem duas entradas, uma privativa, possivelmente para os utentes da quinta, e outra junto ao adro para os habitantes da região. No interior possui silhares de azulejos, policromos, posteriores ao terramoto de 1755, que representam o Cristo a Caminho do Calvário e a Descida da Cruz.
Igreja de Nossa Senhora da Piedade
Pequeno templo de uma só nave revestida com um silhar de azulejos do início do séc. XIX. A capela-mor tem também dois painéis de azulejo do último quartel do séc. XVIII, representando Cristo a caminho do Calvário e a descida da cruz. Na porta principal da capela, existe uma inscrição com a data da sua construção 1761, e a invocação do templo ao senhor Jesus da Pobreza e a Nossa senhora da Piedade.
Igreja de São Pedro, Barcarena
Largo 5 de Outubro 2730-047 BarcarenaTelefone (cartório): (+351) 214 217 298Aberta para as missas de terça-feira e quinta-feira, das 19h às 20h00, quarta-feira, das 09h30 às 10h30, sexta-feira das 16h00 às 20h00, sábado das 17h45 às 18h45 e domingo das 12h00 às 13h00.Entrada gratuita.Existem notícias da existência desta igreja já desde o século XIII. Com o terramoto de 1755 foi parcialmente destruída. A sua reconstrução foi iniciada em 1763, passando os ofícios religiosos a serem celebrados na Capela de S. Sebastião, em Barcarena.A igreja de S. Pedro, de uma só nave, reúne no seu interior um conjunto de soluções artísticas e decorativas de grande diversidade material e estilística, patente nos múltiplos retábulos.Do século XVIII datam a talha dourada da capela-mor, os pequenos altares em redor e os azulejos policromos que revestem a nave e a capela. Da mesma época data o conjunto de azulejos da sacristia. Outros elementos de realce são o arquibanco de madeira do século XVII, o lavabo de mármore branco do século XIX e várias imagens em madeira estofada e policromada, bem como um rico espólio para a celebração do culto.Para além do cemitério que agregava desde 1930, esta igreja era utilizada como hospital que recolhia os pobres e os doentes, que eram depois encaminhados para o Hospital de S. José, em Lisboa.
Capela de São Sebastião, Barcarena
Travessa 31 de Janeiro 2730-185 BarcarenaTelefone (cartório): (+351) 214 217 298Aberta para as missas de Sábado e quarta-feira às 21h00 Entrada gratuita.Esta capela de planta circular e origem bastante antiga é dedicada a S. Sebastião, protector das Pestes e dos Artilheiros. Sofreu alguns danos com o terramoto de 1755, pelo que foi reconstruída. Possui azulejos pombalinos, de almofadas, na nave, e de padrão, na capela-mor, além de u lavabo de mármore na sacristia. Outros elementos de realce são o púlpito e a pia baptismal de pedra, ambos do século XIX.
Igreja de S. Romão de Carnaxide
Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, Queijas
Irmandade de N.ª Sr.ª da Conceição da Rocha, Estrada da Rocha – Linda-a-Pastora 2790-432 QueijasTelefone: (+351) 214 172 908 Aberto para a missa ao Domingos e feriados às 12h30.Entrada gratuita.O culto de Nossa Senhora da Conceição da Rocha registou desde sempre uma significativa afluência ao local por parte da população, acolhida no Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha – localizado no local da aparição. Construído entre 1830 e 1892, esta obra, da autoria do arquitecto José da Costa Sequeira, apresentava como principal objectivo albergar a pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição, aparecida numa gruta, perto do Casal da Rocha, em 1822. Por não existir local apropriado para a veneração da santa, esta foi transferida para a Sé de Lisboa, onde permaneceu 60 anos e posteriormente para a Igreja de São Romão de Carnaxide, onde esteve por mais 10 anos.Inaugurado em Setembro de 1893, o Santuário tem sido ao longo de todos estes anos local privilegiado no decorrer das festividades em honra de Nossa Sra. da Rocha, que têm lugar durante o mês de Maio.De planta rectangular, o edifício apresentava volumetria escalonada, sendo o conjunto coroado por frontão triangular, com cruz ao centro. O interior da igreja apresenta nave única e cobertura em abóbada de berço. Antecede a capela-mor um arco triunfal ladeado por dois altares em talha dourada. A capela-mor, de planta quadrada e cobertura em abóbada é ornada com pinturas decorativas sendo que o altar-mor possui um camarim que alberga o trono. No alçado lateral da igreja, ao nível das fundações, reconhece-se um compartimento de planta rectangular correspondente ao acesso ao interior da gruta, à qual se acede através de lanço único de escadas.
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