Palácios e Quintas 

Palácio do Marquês de Pombal

O Palácio dos Marqueses de Pombal (PMP), parte integrante da antiga Quinta de Recreio da Casa Pombal, foi edificado no século XVIII, junto à Ribeira da Laje e no centro histórico de Oeiras, constituindo um património cultural de grande valor histórico, arquitetónico, artístico e paisagístico, que é propriedade do Município de Oeiras.

A singularidade deste edifício, bem como dos seus jardins e terraços envolventes, entre os quais se destaca a denominada Casa da Pesca e a Cascata, estas localizadas na Quinta de Cima, conduziram à sua classificação em 1940 como Monumento Nacional, classificação esta que perdura por força do disposto no Decreto n.º 39 175, publicado no Diário do Governo, 1ª série, n.º 77, de 17 de Abril de 1953.

O Palácio dos Marqueses de Pombal permanece como um testemunho da personalidade de Sebastião José de Carvalho e Melo, que pretendeu transformar toda esta área num espaço cultural de cariz profano, interligando num mesmo programa casa e jardins (LEITE; 1988, pp. 115, 200-201).

É na segunda metade do século XVIII que os edifícios, até então existentes na quinta, são objeto de profundas alterações e ampliações, associadas a uma campanha decorativa (azulejaria, estuques, frescos, conjuntos escultóricos) determinante para a valorização como Monumento Nacional do Palácio e Jardins dos Marqueses de Pombal.

No mesmo período, para além da intervenção “monumental”, o Marquês de Pombal e Conde de Oeiras leva a cabo uma exemplar estruturação funcional da sua propriedade, sustentada por um plano global integrador, o que viria a fundamentar o processo em curso para a classificação patrimonial do conjunto restante da quinta.

Sebastião José de Carvalho e Melo pretendeu criar, não apenas mais uma quinta de recreio nos arredores de Lisboa que servisse os seus interesses culturais e eruditos, mas também uma exploração agrícola modelo (MATOS, 1989, pp. 367-369).

Tratando-se de um dos mais importantes testemunhos da herança Pombalina, a sua fruição pelo público em geral é um imperativo cultural, histórico e estratégico do Município pretendendo afirmar a vivência da época pombalina como um distintivo turístico-cultural diferenciador do território concelhio.


Espaços de Acesso ao Público
1. Encontram-se abertos ao público os seguintes espaços:
a) Espaços de visita interior:
i. Sala de Entrada;
ii. Salão Nobre e Salas Anexas;
iii. Sala das Tribunas;
iv. Sala Verde;
v. Sala de Diana;
vi. Sala da Concórdia;
vii. Sala da Música;
viii. Sala dos Reis;
ix. Sala de Jantar e Salas Anexas;
x. Capela.

b) Espaços de visita exterior:
i
. Jardins;
ii. Lagar de Azeite;
iii. Adega.

Horário de Funcionamento

1. O horário de funcionamento do Palácio dos Marqueses de Pombal é o seguinte:

Loja do Palácio | Terça a domingo | das 10h00 às 13h00 e das 13h30 às 18h00
Palácio do Marquês de Pombal | Terça a domingo | das 10h00 às 18h00

Jardins | O acesso aos jardins é gratuito
Verão | 1 de maio a 30 de setembro | todos os dias: das 9h00 às 21h00
Inverno | 1 de outubro a 30 de abril | todos os dias: das 10h00 às 18h00

Lagar de Azeite
Terça a domingo, no horário de abertura do PMP, para grupos organizados e mediante marcação prévia para visit.palacio@cm-oeiras.pt.

 A última entrada efetua-se meia hora antes do encerramento do PMP.

Preço dos Ingressos (Com exceção dos Jardins) | O bilhete é válido todo o dia
Visita Encenada 5€
Visita Guiada 4€
Visita Livre 3€
 Visita Temática  5€
Acrescido de IVA à taxa legal em vigor, nos termos legais.


Domingos | Gratuito
18 de abril (Dia Internacional dos Monumentos e Sítios) | Gratuito
7 de junho (Feriado Municipal) | Gratuito
Crianças com idade igual ou inferior a 12 anos | Gratuito
Trabalhadores do Município de Oeiras | Gratuito
Visitantes em situação de desemprego ou em situação de comprovada insuficiência económica | Gratuito
Portadores do Cartão Jovem Municipal ou cartão de estudante de um qualquer estabelecimento de ensino do Concelho de Oeiras | Gratuito
Grupos de visitantes escolares nas condições previstas no presente regulamento | Gratuito
Portadores Cartão 65 + | Gratuito
Professores, investigadores e guias-turísticos no desempenho das suas funções | Gratuito
Público participante em atividades desenvolvidas pelo Município | Gratuito


Tipo de Utilizadores Percentagem de redução
Munícipes de Oeiras 50%
Visitantes com idade igual ou superior a 65 anos 50%
Portadores do Cartão Jovem e Cartão de Estudantes, não abrangidos pela alínea g) do artigo 16.º 50%
Grupos constituídos no mínimo por 10 pessoas 30%
Visitantes abrangidos por protocolo ou acordo celebrado pelo Município de Oeiras. 30%

Largo Marquês de Pombal
2784-540 Oeiras
Telefone: (+351) 214 4430799
Mail:   Visit.palacio@cm-oeiras.pt


Visitas ao Palácio:

Visitas livres
- 3ª feira a domingo (encerra à 2ª feira): horário das 10h às 18h

Visita orientada - 3ª feira às 14.30h – (concentração à hora marcada junto à Loja do Palácio)

Visitas para Grupos - 3ª feira a domingo: visitas para grupos organizados (mínimo de 10 e máximo de 25 pessoas), mediante marcação prévia através do endereço eletrónico visitpalacio@cm-oeiras.pt, sujeito a confirmação;

Visitas guiadas generalistas, encenadas e temáticas no âmbito do Programa “Aos Sábados no Palácio”  - sábado (2º e 4º sábado de cada mês), mediante marcação prévia para os endereços susana.pereira@cm-oeiras.pt / ana.miranda@cm-oeiras.pt )


Espaços de Visita Interior:

Sala de entrada | Salão Nobre e Salas anexas | Sala das Tribunas | Sala Verde | Sala de Diana | Sala da Concórdia | Sala da Música | Sala dos Reis | Sala de Jantar e Salas anexas | Capela.

Espaços de Visita Exterior:

Jardins | Lagar de Azeite | Adega

Visitas à Adega – Sob marcação com a Confraria do Vinho de Carcavelos | confraria.carcavelos@cm-oeiras.pt
Lagar de Azeite -  Visita com marcação prévia para o Serviço Educativo.


Alguns espaços do circuito visitável poderão estar indisponíveis momentaneamente, em virtude da realização de algum evento que a isso o obrigue.


O acesso ao Palácio e aos jardins é condicionado a pessoas com mobilidade reduzida.


Acessos:

Carro – Coordenadas GPS - Long. 9º18’52.54’O |Lat. 38º41’34.44’N
Comboio – Linha de Cascais – paragem na estação de Oeiras e restante percurso a pé em direção ao centro histórico da vila de Oeiras (cerca de 10 minutos)
Autocarro – Autocarros LT (Lisboa Transportes): paragem junto ao Palácio
106 - Estação Falagueira (Amadora) / Carcavelos | 111 – Paço de Arcos (Estação) / Oeiras (Estação) | 112 – Belas / Oeiras (Estação) | 115 – Lisboa (Praça de Espanha) / Oeiras (Estação) | 122 – Talaíde / Oeiras (Estação)
Scotturb: paragem junto ao Palácio
470 – Oeiras (Estação) / Talaíde | 471 – Carcavelos (Estação) / Alto da Barra | 479 – Oeiras (Estação) / Urb. Jardins da Parede | 482 – Bairro Augusto de Castro / Tires | 489 – Oeiras (Estação) / Parede

 


Quinta de recreio da família Pombal, formada através da incorporação de vários casais e quintas, instala-se junto à Ribeira da Lage, ocupando uma área de terrenos férteis.
No seu traçado inicial, esta quinta obedecia a um conceito de geometrismo rigoroso, articulando as componentes recreativa (jardins e mata) e lucrativa (a propriedade rural). Ergue-se numa situação estratégica em relação ao casario do núcleo antigo de Oeiras. A entrada principal do palácio é feita por um amplo terreiro onde se situa o edifício da Câmara Municipal, o Pelourinho e um grande chafariz.
A sua construção situa-se na segunda metade do século XVIII e é um projecto de Carlos Mardel, arquitecto húngaro que teve um papel privilegiado na reconstrução pombalina de Lisboa.
O interior do palácio apresenta um dos melhores conjuntos decorativos do período pombalino, em especial de estuques e azulejos, apesar de já nada possuir do recheio original, leiloado pela família Pombal em 1939 e, desde então, disperso. Só o célebre retrato do Marquês, pintado em França por Joseph Vernet e Van Loo, se encontra hoje na Câmara Municipal de Oeiras. Salientam-se o Salão Nobre, as Salas de Diana, da Música, da Concórdia, com a célebre pintura de Joana do Salitre, das Industrias e dos Ofícios, áreas onde predominam os estuques rococó, onde alternam os painéis figurativos e as finas composições ornamentais da oficina do escultor milanês João Grossi, um dos grandes escultores da época pombalina.
Na capela terminada no ano de 1762, destacam-se as telas dos três altares, pintadas por André Gonçalves, os notáveis estuques escultóricos e, especialmente, a estrutura perspectivada da abóbada de azulejos figurativos.
Nas costas do palácio desenvolvem-se espaços, decorados com estátuas e bustos de mármore, muretes e escadarias revestidas de azulejos. Nos jardins, atravessados pela ribeira da Lage, merecem destaque a Cascata dos Poetas com excelentes bustos de autoria de Machado Castro, o conjunto do edifício dos lagares, e a adega.
Os jardins deste palácio são representativos da arte do paisagismo em Portugal, apresentando uma concepção do século XVIII europeu, mas mantendo-se no entanto, e apesar de tudo, fiel a uma tradição portuguesa que produz a partir do século XVI as Quintas de Regalo.
As propriedades que o Marquês de Pombal possuía em Oeiras englobavam oito olivais, cuja colheita era transformada no Lagar de Azeite. Em demasiada quantidade para ser exclusivamente destinado ao consumo próprio, seria provavelmente vendido em Lisboa ou até exportado. O lagar foi completamente abandonado e funcionou alguns anos como sala de arrumações. A sua recuperação que decorreu entre 1989/90 consistiu em compor elementos que se encontravam semi-destruídos. Na época foram recuperados alguns elementos arquitectónicos, assim como instrumentos destinados à produção de azeite.

           Palácio Marquês de Pombal

 


 

Casa da Pesca

A Casa da Pesca, integrada na chamada Quinta de Cima ou Quinta Grande, forma uma estrutura axial com a adega e outras construções do Palácio do Marquês, organizando-se perpendicularmente a este e à ribeira.
Este recinto deve o seu nome aos painéis de azulejo com motivos da faina da pesca, que cobrem as paredes de uma sala quadrada , bem como à decoração de estuques, também subordinada ao tema da pesca que se processava no enorme tanque que se encontra do lado direito da casa.
No centro do jardim que precede o conjunto da Casa da Pesca existe um lago com a forma dos quatro crescentes que constituem as armas dos Carvalhos, apresentando uma estrela de oito pontas ao centro. Neste jardim surge uma escadaria com muros cobertos de azulejos pombalinos de padrão.
No terraço superior encontra-se um enorme recinto semicircular, grandes escadarias, uma imensa cascata e um tanque. O conjunto da Casa da Pesca distingue-se acima de tudo pelas suas obras ornamentais, das quais se destacam a bica ou tanque com os seus dois tritões esculpidos e os grandes painéis de azulejos que sobressaem em todo este conjunto. Um dos pontos culminantes de todo este conjunto é a Cascata do Taveira, dedicada ao culto da água com um fundo em rocha. A água descia até um lago diante dos dois pilares que aí se encontram.
Em frente da Casa da Pesca e no lado oposto da ribeira encontra-se a Fonte do Ouro. Junto à mesma existe uma casa construída pelo 1º Marquês de Pombal, para a criação dos bichos-da-seda. Um pouco mais acima ergue-se um grande pombal octogonal. Outros dos locais a salientar é a Casa da Manteiga, a antiga vacaria, onde se produzia o leite e a manteiga e onde actualmente se produz o famoso Vinho de Carcavelos.



 

Casa da Pesca

Quinta Real de Caxias

Estrada da Gibalta
2760-064 Caxias
Telefone: (+351) 214 410 276
Inverno: 09h00-18h00 / Verão: 09h00 – 20h00 (aberto todos os dias)
Entrada gratuita.



O Paço Real de Caxias tem a sua origem no século XVIII, quando o Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuborg iniciou a sua construção. Com a sua morte, acaba por ser o Infante D. Pedro V a tomar posse da Casa do Infantado, a que pertencia a Quinta e a terminar as obras.
Entre 1826 (data da morte D. João VI) e 1833 o paço esteve abandonado, até que D. Miguel de Bragança o ocupa durante alguns meses. Anos mais tarde serve de residência de Verão da Imperatriz e Duquesa de Bragança. Em 1985 é celebrado protocolo entre o Estado-Maior do Exército e a Câmara Municipal de Oeiras que procedeu à recuperação, manutenção e reutilização do jardim e cascata.
Situado à beira mar, este pequeno “Jardim Le Nôtre” é bem um exemplo da sofisticada vida social do século XVIII. O principal elemento do jardim é a cascata, de várias galerias comunicantes e dispostas em trono, corada por pavilhão octogonal, tendo em plano médio o tanque de onde parte da água caía no lago e onde se salienta o conjunto escultórico de Machado de Castro. As estátuas representam uma cena mitológica, segundo a qual a Deusa Diana vinha tomar banho junto da gruta onde o seu amado pastor Endimião dormia um sono eterno. Das estátuas partiam vários jogos de água, emprestando ainda mais movimento aos figurantes deste gigantesco palco wagneriano.
Em 2009, a Câmara Municipal de Oeiras levou a cabo a recuperação de grande parte do património escultórico, inserida num projecto mais alargado que contemplou ainda a criação de novos percursos e vias pedonais.

 

Quinta Real de Caxias


 


Palácio dos Aciprestes

Avenida Tomás Ribeiro 18
2795-183 Linda-a-Velha
Telefone (galeria): (+351) 214 158 160
Horário: Segunda a Sexta-feira – 14h30 às 17h30
Sábado – 15h00 às 18h00
geral@fmarquespombal.pt
www.fmarquespombal.pt
Entrada gratuita.



A antiga “Herdade de Ninha de Ribamar” que incluía a área do Palácio dos Aciprestes possui uma origem bastante antiga. No século XVII esta propriedade era designada por “Casal Grande”. Pelas referências existentes calcula-se que só no século XVIII este palácio tenha começado a ser chamado de Palácio dos Aciprestes.
No século XVIII o palácio foi doado por D. José I a Alexandre de Gusmão, cavaleiro da Ordem de Cristo, Fidalgo da Casa Real e irmão de Bartolomeu de Gusmão. O Palácio sofreu danos com o terramoto de 1755. No século XIX esta propriedade foi pertença do Visconde de Rio Seco. Neste período aqui tinham lugar grandes recepções frequentadas pela aristocracia da época.
Na década de 60 do século XX o palácio sofre várias obras de remodelação. Do edifício inicial mantém-se a capela, outrora dedicada a Nossa Sra. do Rosário, onde se destaca um altar em madeira policroma e painéis de azulejos do século XVIII. Nesta quinta subsiste a estrutura de um antigo pomar, um poço com moinho de vento, um tanque e uma casa de fresco. À volta do palacete existem pequenos muros revestidos de azulejos de figura avulsa do Século XVIII.
Actualmente, o Palácio dos Aciprestes acolhe a Fundação Marquês de Pombal, que intervém na área da cultura, acção social, investigação científica, artes plásticas, música e desporto.

Palácio dos Aciprestes

Palácio dos Arcos

Largo Conde das Alcáçovas
2770-031 Paço de Arcos
Jardim: Verão – das 09h00 às 20h00
 Inverno – das 10h00 às 18h00
Entrada gratuita.


Situado no núcleo antigo de Paço de Arcos, este palácio foi construído em finais do século XV e foi reedificado mais tarde no século XVIII. De início pertenceu a Antão Martins Homem, 2º Capitão da vila da Praia. Em 1698, D. Teresa Eufrásia de Meneses cria o morgadio de Paço de Arcos que lega a D. Jorge Henriques, Senhor das Alcáçovas. O palácio pertenceu também à família Lencastre, sendo que na varanda existe um brasão de armas de Henriques e Lencastres.
Da sua estrutura primitiva, o edifício conserva os dois torreões unidos por uma varanda que assenta em arcos. Possui ainda uma capela com um altar barroco dedicado a Nossa Sra. do Rosário. Existe uma lenda relacionada com a presença de D. Manuel neste palácio, que da varanda avistava a partida das naus para a campanha das Índias.
Este Palácio foi  convertido numa unidade Hoteleira de 5 estrelas.
Os jardins, com uma vista soberba sobre a Avenida Marginal e  costa,  são visitáveis e contam com algumas antigas e raras espécies como Belas-Sombras (Phytotacca diocca), um Dragoeiro (Dracaena draco), entre outras.

Palácio dos Arcos


Palácio Ribamar


Alameda Hermano Patrone
1495-064 Algés

Edifício de dois pisos de linhas austeras. Foi construído no século XVIII pelo Conde de Vimioso, D. Francisco Paula Portugal, em terrenos do Convento de São José de Ribamar.
O Palácio teve vários proprietários, os Condes do Lumiar, os Marqueses de Valença, o Conde Cabral, que o comprou em 1872 e o doou ao Conde Foz. Entre 1920 e 1928 foi utilizado como casino. Mais tarde as suas instalações albergaram uma escola secundária. Em 1962 o imóvel foi adquirido pela CMO, recuperado e adaptado a outras funções: biblioteca municipal, galeria municipal e escola de dança.

Palácio Ribamar


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Largo Marquês de Pombal
2784-501 Oeiras
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Fax: 21 440 87 12
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