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sexta-feira, 03 de Setembro
Palácio Marquês de Pombal
Quinta de recreio da família Pombal, formada através da incorporação de vários casais e quintas, instala-se junto à Ribeira da Lage, ocupando uma área de terrenos férteis.No seu traçado inicial, esta quinta obedecia a um conceito de geometrismo rigoroso, articulando as componentes recreativa (jardins e mata) e lucrativa (a propriedade rural). Ergue-se numa situação estratégica em relação ao casario do núcleo antigo de Oeiras. A entrada principal do palácio é feita por um amplo terreiro onde se situa o edifício da Câmara Municipal, o Pelourinho e um grande chafariz.A sua construção situa-se na segunda metade do século XVIII e é um projecto de Carlos Mardel, arquitecto húngaro que teve um papel privilegiado na reconstrução pombalina de Lisboa.O interior do palácio apresenta um dos melhores conjuntos decorativos do período pombalino, em especial de estuques e azulejos, apesar de já nada possuir do recheio original, leiloado pela família Pombal em 1939 e, desde então, disperso. Só o célebre retrato do Marquês, pintado em França por Joseph Vernet e Van Loo, se encontra hoje na Câmara Municipal de Oeiras. Salientam-se o Salão Nobre, as Salas de Diana, da Música, da Concórdia, com a célebre pintura de Joana do Salitre, das Industrias e dos Ofícios, áreas onde predominam os estuques rococó, onde alternam os painéis figurativos e as finas composições ornamentais da oficina do escultor milanês João Grossi, um dos grandes escultores da época pombalina.Na capela terminada no ano de 1762, destacam-se as telas dos três altares, pintadas por André Gonçalves, os notáveis estuques escultóricos e, especialmente, a estrutura perspectivada da abóbada de azulejos figurativos.Nas costas do palácio desenvolvem-se espaços, decorados com estátuas e bustos de mármore, muretes e escadarias revestidas de azulejos. Nos jardins, atravessados pela ribeira da Lage, merecem destaque a Cascata dos Poetas com excelentes bustos de autoria de Machado Castro, o conjunto do edifício dos lagares, e a adega.Os jardins deste palácio são representativos da arte do paisagismo em Portugal, apresentando uma concepção do século XVIII europeu, mas mantendo-se no entanto, e apesar de tudo, fiel a uma tradição portuguesa que produz a partir do século XVI as Quintas de Regalo.As propriedades que o Marquês de Pombal possuía em Oeiras englobavam oito olivais, cuja colheita era transformada no Lagar de Azeite. Em demasiada quantidade para ser exclusivamente destinado ao consumo próprio, seria provavelmente vendido em Lisboa ou até exportado. O lagar foi completamente abandonado e funcionou alguns anos como sala de arrumações. A sua recuperação que decorreu entre 1989/90 consistiu em compor elementos que se encontravam semi-destruídos. Na época foram recuperados alguns elementos arquitectónicos, assim como instrumentos destinados à produção de azeite.
Contactos:
Posto de Turismo de OeirasTel. (351) 214 408 781Jardins: Abertos todos os dias. Entrada Gratuita.Verão – das 9h00 às 20h00Inverno – das 10h00 às 18h00
Casa da Pesca
A Casa da Pesca, integrada na chamada Quinta de Cima ou Quinta Grande, forma uma estrutura axial com a adega e outras construções do Palácio do Marquês, organizando-se perpendicularmente a este e à ribeira.Este recinto deve o seu nome aos painéis de azulejo com motivos da faina da pesca, que cobrem as paredes de uma sala quadrada , bem como à decoração de estuques, também subordinada ao tema da pesca que se processava no enorme tanque que se encontra do lado direito da casa.No centro do jardim que precede o conjunto da Casa da Pesca existe um lago com a forma dos quatro crescentes que constituem as armas dos Carvalhos, apresentando uma estrela de oito pontas ao centro. Neste jardim surge uma escadaria com muros cobertos de azulejos pombalinos de padrão.No terraço superior encontra-se um enorme recinto semicircular, grandes escadarias, uma imensa cascata e um tanque. O conjunto da Casa da Pesca distingue-se acima de tudo pelas suas obras ornamentais, das quais se destacam a bica ou tanque com os seus dois tritões esculpidos e os grandes painéis de azulejos que sobressaem em todo este conjunto. Um dos pontos culminantes de todo este conjunto é a Cascata do Taveira, dedicada ao culto da água com um fundo em rocha. A água descia até um lago diante dos dois pilares que aí se encontram.Em frente da Casa da Pesca e no lado oposto da ribeira encontra-se a Fonte do Ouro. Junto à mesma existe uma casa construída pelo 1º Marquês de Pombal, para a criação dos bichos-da-seda. Um pouco mais acima ergue-se um grande pombal octogonal. Outros dos locais a salientar é a Casa da Manteiga, a antiga vacaria, onde se produzia o leite e a manteiga e onde actualmente se produz o famoso Vinho de Carcavelos.
Quinta Real de CaxiasO Paço Real de Caxias tem a sua origem no século XVIII, quando o Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuborg iniciou a sua construção. Com a sua morte, acaba por ser o Infante D. Pedro V a tomar posse da Casa do Infantado, a que pertencia a Quinta e a terminar as obras.Entre 1826 (data da morte D. João VI) e 1833 o paço esteve abandonado, até que D. Miguel de Bragança o ocupa durante alguns meses. Anos mais tarde serve de residência de Verão da Imperatriz e Duquesa de Bragança. Em 1985 é celebrado protocolo entre o Estado-Maior do Exército e a Câmara Municipal de Oeiras que procedeu à recuperação, manutenção e reutilização do jardim e cascata.Situado à beira mar, este pequeno “Jardim Le Nôtre” é bem um exemplo da sofisticada vida social do século XVIII. O principal elemento do jardim é a cascata, de várias galerias comunicantes e dispostas em trono, corada por pavilhão octogonal, tendo em plano médio o tanque de onde parte da água caía no lago e onde se salienta o conjunto escultórico de Machado de Castro. As estátuas representam uma cena mitológica, segundo a qual a Deusa Diana vinha tomar banho junto da gruta onde o seu amado pastor Endimião dormia um sono eterno. Das estátuas partiam vários jogos de água, emprestando ainda mais movimento aos figurantes deste gigantesco palco wagneriano.
Contactos:Estrada da Gibalta, 2760-064 CaxiasTel. (351) 214 115 062Entrada gratuita.Inverno: das 8h00 às 18h00Verão: das 8h00 às 20h00
Contactos:Estrada da Quinta do Torneiro, 2770-144 Paço de ArcosTel. (351) 214 432 276
Palácio dos AciprestesA antiga “Herdade de Ninha de Ribamar” que incluía a área do Palácio dos Aciprestes possui uma origem bastante antiga. No século XVII esta propriedade era designada por “Casal Grande”. Pelas referências existentes calcula-se que só no século XVIII este palácio tenha começado a ser chamado de Palácio dos Aciprestes.No século XVIII o palácio foi doado por D. José I a Alexandre de Gusmão, cavaleiro da Ordem de Cristo, Fidalgo da Casa Real e irmão de Bartolomeu de Gusmão. O Palácio sofreu danos com o terramoto de 1755. No século XIX esta propriedade foi pertença do Visconde de Rio Seco. Neste período aqui tinham lugar grandes recepções frequentadas pela aristocracia da época. Na década de 60 do século XX o palácio sofre várias obras de remodelação. Do edifício inicial mantém-se a capela, outrora dedicada a Nossa Sra. do Rosário, onde se destaca um altar em madeira policroma e painéis de azulejos do século XVIII. Nesta quinta subsiste a estrutura de um antigo pomar, um poço com moinho de vento, um tanque e uma casa de fresco. À volta do palacete existem pequenos muros revestidos de azulejos de figura avulsa do Século XVIII
Palácio dos ArcosSituado no núcleo antido de Paço de Arcos, este palácio foi construído em finais do século XV e foi reedificado mais tarde no século XVIII. Em 1698; D. Teresa Eufrásia de Meneses cria o moprgadio de Paço de Arcos que lega a D. Jorge Henriques, Senhor das Alcáçovas. O palácio pertenceu também à família Lencastre, sendo que na varanda existe um brasão de armas de Henriques e Lencastres.Da sua estrutura primitiva, o edifício conserva os dois torreões unidos por uma varanda que assenta em arcos. Possui ainda uma capela com um altar barroco dedicado a Nossa Sra. do Rosário. Existe uma lenda relacionada com a presença de D. Manuel neste palácio, que da varanda avistava a partida das naus para a campanha das Índias.
Contactos:Largo Conde de Alcáçovas, 2770-031 Paço de ArcosJardim: das 8h00 às 20h00Entrada livrePalácio RibamarEdifício de dois pisos de linhas austeras. Foi construído no século XVIII pelo conde de Vimioso, D. Francisco Paula Portugal, em terrenos do Convento S. José de Ribamar. O Palácio teve vários proprietários. Entre 1920 e 1928 foi utilizado como casino. Mais tarde as suas instalações albergaram uma escola secundária. Em 1962 o imóvel foi adquirido pela CMO, recuperado e adaptado a outras funções, nomeadamente, biblioteca municipal, galeria, posto de atendimento municipal e Centro de Dança.
Contactos:Alameda Hermano Patrone, 1495-064 AlgésTel. (351) 214 118 972 – Posto de Atendimento Municipal
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