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Eixo Verde e Azul

Estão reunidas as condições para se avançar com as obras que vão permitir a criação de um eixo pedonal e ciclável de 15 quilómetros ligando três concelhos.
Em Oeiras vão ser intervencionados 7,4 quilómetros e o investimento ascende aos 3,1 milhões de euros
 

Os municípios da Amadora, Oeiras e Sintra e a Parques de Sintra – Monte da Lua estão a finalizar os projetos que vão dar corpo ao denominado Eixo Verde e Azul, resultado de um protocolo assinado em julho de 2016 que visa requalificar a bacia hidrográfica do Jamor e a área circundante do Palácio Nacional de Queluz num investimento estimado – numa primeira fase – de cerca de 11 milhões de euros.

O projeto envolve um programa conjunto de ações de cariz intermunicipal que atende às necessidades de cada território e define como objetivo comum a melhoria da qualidade de vida das populações e a dinamização da economia local.

Neste contexto, a requalificação da bacia hidrográfica do Jamor e a consequente prevenção do risco de cheias assumem-se como objetivos prioritários. O projeto integra um conjunto de ações destinadas a promover a melhoria da qualidade das massas de água do Jamor e seus afluentes e assegurar o controlo dos caudais, tendo em vista a segurança de pessoas e bens nas áreas atualmente sujeitas a risco de inundação.

O Eixo Verde e Azul vai também facilitar o acesso das populações à fruição da natureza e do património, através da criação de espaços verdes e da implementação de um circuito de mobilidade suave ao longo dos três concelhos.

A criação do eixo ecológico pressupõe a requalificação de 50 hectares e a criação de 100 hectares de "novos" espaços verdes ao longo da ribeira de Carenque e do rio Jamor, desde a nascente na Serra de Carregueira, atravessando Belas e Queluz, até à foz, na Cruz Quebrada.

Nos três concelhos a intervenção pretende aproximar as populações do interior ao litoral, tornando os caminhos mais acessíveis e "encurtando as distâncias entre as pessoas, o Jamor e o Tejo", conforme explica o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Paulo Vistas. O incremento da mobilidade suave (a pé ou de bicicleta) norteia a intervenção.

Em Oeiras, onde vão ser intervencionados 7,4 quilómetros, o investimento ascende aos 3,1 milhões de euros, dos quais 670 mil euros provêm de fundos comunitários. A conclusão das obras está prevista para o primeiro semestre de 2018.

Aqui, mais do que potenciar o recreio, o plano passa por recuperar as estruturas naturais do concelho, incluindo a biodiversidade – águias e cobras, por exemplo, são fundamentais para controlar o aparecimento de pragas urbanas – e a flora autóctone, constituída por espécies de plantas que não só consolidam as margens como concorrem para a autodepuração da água.

Recorde-se que o Plano Diretor Municipal (PDM) de Oeiras prevê, desde a sua revisão, uma estrutura ecológica municipal que inclui todos os corredores verdes das ribeiras e também os transversais, ligando as ribeiras umas às outras, numa perspetiva de sustentabilidade dos circuitos naturais e como estrutura de mobilidade alternativa.

Paralelamente, Oeiras definiu um plano estratégico para as ribeiras, um plano para 15 anos com um orçamento de 50 milhões de euros que prevê a recuperação das principais linhas de água do concelho.

A primeira fase de obra no âmbito do Eixo Verde e Azul vai decorrer no troço localizado entre o Passeio Marítimo, no Dafundo, e a Senhora da Rocha (3,5 quilómetros), local onde vai também nascer um percurso pedonal e ciclável ligando Carnaxide a Algés, sempre em contacto com a natureza. Esse é, aliás, um dos conceitos nos quais assenta a estrutura de corredores verdes municipais, enquanto estrutura de mobilidade alternativa.

 
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