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Publicado 02/03/2017 às 15:14 | Atualizado 07/07/2017 às 14:48

A pé ou de bicicleta, usufrua do Passeio Marítimo

O objetivo do Município será dotar de Passeio Marítimo toda a orla ribeirinha do concelho
 

​Entre o Forte de São Bruno, em Caxias, e a praia da Cruz Quebrada, o novo troço do Passeio Marítimo combina uma zona destinada à circulação pedonal (cinco metros de largura) com uma faixa reservada à circulação de bicicletas (2,5 metros de largura).

A criação de uma ciclovia neste trecho permite ligar a zona da Cruz-Quebrada/Estádio Nacional ao Passeio Marítimo de Algés, onde já existe uma ciclovia com perto de um quilómetro de extensão, bem como dar continuidade ao futuro Passeio Marítimo (FASE 3 – A), entre Paço de Arcos e Caxias e integrar a rede de ciclovias concelhias, em estudo.

Somando este troço aos quase quatro quilómetros de Passeio Marítimo que ligam Oeiras a Paço de Arcos, o concelho passa a oferecer um total de 5 840 metros de Passeio Marítimo.

De assinalar que o objetivo do Município será dotar de Passeio Marítimo toda a orla ribeirinha do concelho, sendo certo que a requalificação da orla litoral deve ser entendida como um todo.
Não sendo, naturalmente, possível requalificá-la de uma só vez em toda a sua extensão, os projetos têm vindo a desenvolver-se em vários níveis de operacionalidade de intervenção de modo a que, de acordo com oportunidades diversas ou investimentos possíveis de canalizar, rapidamente se possam pôr em execução.

Deste modo, pretende-se revalorizar, gradualmente, a relação de Oeiras com o Tejo, recuperando o ambiente e a paisagem

Assim, numa tentativa de devolver o rio à população têm-se desenvolvido, por fases, projetos de intervenção urbanística enquadrados em princípios de sustentabilidade, respeitando o ambiente e as especificidades do local onde se inserem.

Deste modo, pretende-se revalorizar, gradualmente, a relação de Oeiras com o Tejo, recuperando o ambiente e a paisagem, reconvertendo os usos da área litoral, assegurando a integração deste espaço no tecido da ‘cidade’, ligando-o à água através de percursos pedonais.

O sucesso dos troços de Passeio Marítimo anteriormente construídos levou a que se considerasse oportuno e viável o estudo de um traçado com ciclovia. O objetivo principal desta intervenção, da autoria da empresa WW – Consultores de Hidráulica Marítima S.A., foi a construção de um passeio pedonal e clicável que permitisse a continuidade da fruição da frente marginal por parte da população, com qualidade.

Complementarmente foi prevista a instalação, ao longo de toda a extensão do Passeio Marítimo, de equipamentos urbanos, de infraestruturas técnicas.

Esta intervenção contemplou ainda a preservação de alguns vestígios encontrados do Forte de Nossa Senhora do Vale, também conhecido como Forte de Caxias, que embora muito incompletos e quase totalmente destruídos – pela construção da Marginal e depois até ao presente pela agitação marítima – constituem vestígios de um passado que vem até à atualidade, mantendo-se assim esses elementos na denominada Plataforma Panorâmica.

As intervenções realizadas não introduziram alterações no regime morfodinâmico existente, dado que as obras mantiveram a defesa frontal em talude de enrocamento que existia e preservaram os alinhamentos da frente marginal.

Recorde-se que a obra de construção desta fase do Passeio Marítimo teve início em novembro de 2015 e teve um custo de 2.653.474,81€ (valor c/ IVA).

A pé ou de bicicleta, usufrua do Passeio Marítimo