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Publicado 13/05/2019 às 17:08

Projeto POMBAL GLOBAL - “Obra Completa Pombalina” vai avançar

No dia 13 de maio foi celebrado um protocolo com vista à investigação e edição da obra do Marquês de Pombal, uma boa notícia para a cultura e ciência em Portugal. Os Presidentes das Câmaras de Oeiras e de Lisboa aproveitaram a ocasião para uma crítica ao Estado Central no que diz respeito à requalificação e preservação do património histórico.

Foi dado um passo exemplar para a recuperação e valorização da nossa memória histórica. Foi celebrado o protocolo “Obra Completa Pombalina”, com vista à investigação e edição da obra escrita do Marquês de Pombal, pelos presidentes das Câmaras Municipais de Oeiras, Isaltino Morais, de Lisboa, Fernando Medina, que, deste modo, se juntaram à Fundação Marquês de Pombal, representada pelo vice-presidente Armindo Azevedo, e à Fundação Millennium BCP, em cuja representação esteve o presidente, António Monteiro. O documento foi também assinado pelos presidentes do Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes, da Universidade Aberta, Universidade de Lisboa e da Universidade de Coimbra. A cerimónia teve lugar na Igreja da Memória.

A “Obra Completa Pombalina”, cujo investimento consiste em 1 milhão de euros, visa colmatar a inexistência de uma edição de toda a obra do Marquês de Pombal, personalidade determinante na história do país. Assim, está previsto o levantamento de todo o seu trabalho escrito - ou por si diretamente inspirado - e a sua edição atualizada e anotada, em 10 áreas temáticas e distribuída por 32 volumes.

Com Coordenação Científica do Professor José Eduardo Franco - juntamente com os Professores Viriato Soromenho-Marques e Pedro Calafate -, o projeto, com duração de 5 anos, vai contribuir também para a divulgação de aspetos menos conhecidos da personalidade, vida e obra do estadista e do papel que assumiu na reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755.

Envolvendo um grupo intergeracional, interdisciplinar e internacional de investigadores para a pesquisa de toda a documentação pombalina dispersa por mais de 100 bibliotecas e arquivos em vários países como Portugal e Brasil, mas também Espanha, França, Inglaterra, Áustria, Rússia, Índia, China, Japão, Estados Unidos, Argentina, Angola - entre outros - a “Obra Completa Pombalina” conta com o apoio estratégico da Universidade de Coimbra e de outras portuguesas e no Brasil, nomeadamente a Universidade Federal de Sergipe, de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A celebração deste protocolo consistiu num ato repleto de simbolismo, que encerra mais de dois séculos de pretensão de se fazer uma obra científica que compile toda a obra de Sebastião de Carvalho e Melo, também Conde Oeiras, espalhada pelo mundo. Teve lugar no dia em que se celebram 320 anos do nascimento deste grande homem e teve como palco a Igreja da Memória, que também assinala hoje 260 anos do início da sua obra de construção, local onde se encontram os restos mortais do Estadista.

Na sessão estiveram também outras entidades que manifestaram interesse em aderir como parceiros e mecenas, designadamente as Câmaras Municipais de Pombal e de Sernancelhe e o Grupo Jerónimo Martins.

No seu discurso, Isaltino Morais, congratulou por se ter chegado a este momento em que há união de várias entidades, após mais de três décadas em que o Município de Oeiras tem investido quase isoladamente na promoção e divulgação da memória do seu impulsionador. O presidente de Oeiras afirmou que “este projeto faz justiça ao Marquês de Pombal, mas trata-se de uma obra imaterial”, acrescentando que também deve ser feita justiça ao património material que nos deixou, nomeadamente “a Quinta do Marquês de Pombal”, sendo que “há mais de trinta anos que a Câmara Municipal de Oeiras a tem tentado recuperar e que apesar de os sucessivos governos, aparentemente, se terem mostrado interessados em resolver a situação, nada acontece porque vem a Direção Geral do Tesouro que não deixa fazer”. “O estado de abandono do património é um atentado“ acrescentou o autarca, “chama-se a isto insensibilidade, não ter noção do que é o património para a história e a cultura de um povo”. Referindo-se a esta situação como “absolutamente lamentável”, Isaltino Morais diz estar “convencido de que a assinatura deste protocolo vai ser o motor de arranque para que se reponha e faça justiça ao legado que o Marquês de Pombal nos deixou”.


Também Fernando Medina, referindo-se a este projeto como sendo “seguramente o maior projeto de investigação histórica no país e um dos maiores no Portugal democrático”, fez referência ao facto de terem de ser os municípios a substituírem-se ao Estado Central na requalificação do património histórico.

 

 

 

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