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quinta-feira, 24 de Maio
As obras vão ficar a cargo da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), em cuja constituição a Câmara Municipal está a trabalhar, em conjunto com a Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.Dos projectos iniciais, que contemplavam apenas a intervenção na freguesia da Cruz Quebrada, a Câmara Municipal avançou, ao longo do último ano, para a identificação de três Áreas Críticas de Recuperação e Reconversão Urbanística (ACRRU), Algés/Cruz Quebrada-Dafundo, Carnaxide e Linda-a-Velha.Em comum, estas três áreas têm o facto de possuírem núcleos históricos identificado e carentes de reconversão e áreas urbanas necessitadas de intervenção no edificado e/ou requalificação das infra-estruturas.“A ideia inicial era constituir uma SRU para a zona da Cruz Quebrada-Dafundo, uma área com grande potencial mas também com grandes problemas – nomeadamente em termos de estacionamento – onde faltam espaços de lazer e onde reside uma população envelhecida”, explica Paulo Vistas, responsável pelo projecto.Problemas identificados nas outras freguesias acabaram por impor alterações ao programa inicialmente definido.O trabalho realizado, em articulação, por técnicos da Faculdade de Arquitectura e da Câmara, resultou na elaboração dos estudos de fundamentação das áreas objecto de intervenção, entretanto aprovados pelo Executivo municipal.Compete agora à Câmara remeter o documento ao Governo e aguardar pela oficialização das ACRRU, mediante publicação em Diário da República.Trata-se de um procedimento administrativo que se deverá prolongar ao longo de vários meses, tempo que vai ser aproveitado, pela Câmara, para formalizar a constituição da Sociedade e para dar seguimento à elaboração dos projectos de intervenção.“Acredito que em meados de 2009 possam estar reunidas as condições para avançar com os trabalhos, no terreno”, adianta Paulo Vistas.O financiamento das obras deverá ser assegurado pela SRU, com recurso a um modelo baseado na criação de um “fundo imobiliário fechado” que evite a dependência do orçamento camarário.Recorde-se que a criação da SRU resulta dos compromissos assumidos no âmbito do Plano Estratégico ‘Habitar Oeiras’, no qual se desenvolvem as linhas que deverão presidir à segunda geração de políticas de habitação no município.Essas políticas têm por objectivo não só garantir condições de habitabilidade e de acesso ao mercado de habitação pelos munícipes, como também melhorar a qualidade dos espaços públicos e dos equipamentos colectivos que definem as áreas habitacionais, tendo como objectivo a criação de um espaço urbano contínuo, com qualidade, que atraia e fixe populações heterogéneas.
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