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terça-feira, 07 de Fevereiro
As inundações na baixa de Algés poderão ter um fim à vista. Câmara e INAG firmaram protocolo para realização da obra.
Primavera de 2011 é a data apontada como mais provável para o início da obra de alargamento da ribeira de Algés, empreitada orçada em 20 milhões de euros e que deverá colocar um ponto final nas inundações na zona baixa da freguesia. A Câmara Municipal de Oeiras e o Instituo da Água (INAG) firmaram, no passado dia 23 de Dezembro, o protocolo que vai permitir avançar com a candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Esta candidatura foi instruída pelas duas entidades em parceria, no âmbito do domínio de intervenção ‘Combate à Erosão e Defesa Costeira’, prevista no ‘Eixo Prioritário III – Prevenção, Gestão e Monitorização de Riscos Naturais e Tecnológicos’ do Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POTVT) de Regularização da Ribeira de Algés.Em caso de aprovação, a empreitada deverá iniciar-se dentro de um ano e ficar concluída em 2013. “Minimizar o efeito das cheias na baixa de Algés e mostrar aos munícipes desta freguesia que este problema, aparentemente sem solução, pode e vai ser resolvido” é, nas palavras do presidente da Câmara, o objectivo desta obra, apontada desde há anos como prioritária pela Autarquia. “Não garantimos que não haverão mais cheias, mas com o alargamento da ribeira temos a certeza que a capacidade de suportar a água é maior e se houver cheias serão de 150 em 150 anos”, acrescentou Isaltino Morais. Registe-se que os trabalhos serão financiados pela Câmara de Oeiras em 25 por cento, o equivalente a quatro milhões de euros. A ribeira de Algés desagua no rio Tejo, na Doca de Pedrouços, tendo como principais afluentes as ribeiras de Outurela e Monsanto.Os problemas da Ribeira de Algés relacionam-se, sobretudo, com a falta de manutenção e limpeza do leito, a existência de edificações que estrangulam o leito da ribeira e também alguns atravessamentos rodoviários com secções de vazão subdimensionadas.Além disso, não há capacidade de vazão do troço coberto da ribeira, situação agravada pela influência das marés e que ciclicamente dá origem a inundações na zona baixa de Algés.
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