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quinta-feira, 24 de Maio
O concurso visa atribuir o direito de exploração do Palácio, e respectivos jardins, mediante a constituição de um direito de superfície sobre o edifício, de forma a ser construída, a expensas do superficiário, uma unidade hoteleira.Refira-se que o Palácio dos Arcos assume um papel de relevo naquele núcleo urbano, sendo, pelo seu elevado valor patrimonial, uma referência, não só na vila de Paço de Arcos como no próprio concelho.Na posse da Câmara Municipal desde 1997, após a morte do seu proprietário, o Conde de Arrochella e de Castelo de Paiva, a sua origem remonta ao século XV.Com uma área bruta que ronda os dois mil metros quadrados, distribuída por três pisos, o edifício caracteriza-se por uma arquitectura cuidada de linhas simples, sendo detentor de uma localização privilegiada, sobranceira ao rio.Os seus jardins extensos são o que resta de uma vasta quinta que outrora dava apoio a todo o Palácio.O estado de conservação do edifício é preocupante, sendo possível detectar uma série de patologias a necessitar de intervenção urgente.É, assim, neste contexto, que surge a intenção de proceder à adaptação do edifício, transformando-o numa unidade hoteleira, mediante a adopção de uma estratégia que promova, em simultâneo, a recuperação do imóvel e respectivos jardins.
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