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quinta-feira, 24 de Maio

 
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Oeiras é o segundo concelho com maior poder de compra 

 


Oeiras surge destacado como segundo concelho com maior Indicador per Capita de poder de compra, logo a seguir a Lisboa, segundo revelam dados do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio do Instituto Nacional de Estatística.

Em 2007, dos 308 municípios portugueses, 39 superavam o poder de compra per capita médio nacional. Os resultados permitem destacar os valores mais elevados verificados nos territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto e também em alguns municípios correspondentes a capitais de distrito. A análise sugere, assim, uma associação positiva entre o grau de urbanização das unidades territoriais e o poder de compra aí manifestado quotidianamente.
As conclusões constam da oitava edição do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC 2007) do Instituto Nacional de Estatística e foram veiculadas no último mês pela imprensa (caso dos jornais Correio da Manhã e Expresso).
Este estudo pretende caracterizar os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, na acepção lata de bem-estar material, a partir de um conjunto de variáveis, por recurso a um modelo de análise factorial, permitindo atenuar as lacunas de informação decorrentes da não aplicabilidade da contabilidade regional à escala municipal.
O Indicador per Capita (IpC) do poder de compra corresponde ao factor com maior poder explicativo extraído da análise factorial, explicando, após rotação, 53,0% da variância total das variáveis de base. Pretende traduzir o poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões, tendo por referência o valor nacional.
As regiões de Lisboa e do Algarve destacavam-se por serem as únicas regiões portuguesas a superar o poder de compra per capita médio nacional: Lisboa registava mais 36,9 pontos do que a média nacional enquanto o Algarve superava aquele referencial em 3,6 pontos.
Os valores de Indicador per Capita mais elevados verificavam-se nos territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto, embora envolvendo um número mais significativo de municípios da Área Metropolitana de Lisboa.
Com efeito, o município de Lisboa apresentava o valor mais elevado (235,7), mais do que duplicando o índice nacional. Nas 15 primeiras posições, correspondentes a um Indicador per Capita superior a 120, encontravam-se mais cinco municípios da área metropolitana de Lisboa, destacando-se Oeiras (173,0), seguido de Cascais (155,7), Alcochete (144,8), Montijo (137,6) e Almada (121,4).
A Percentagem de Poder de Compra foi outro indicador objecto de análise neste estudo. Trata-se de um indicador derivado do primeiro factor com maior poder explicativo extraído da análise factorial – o Indicador per Capita – e reflecte o peso do poder de compra de cada município ou região no total do país (que assume o valor de 100%).
A observação da estrutura regional da Percentagem de Poder de Compra em 2007 revela que dois terços do poder de compra manifestado regularmente no país se concentravam nas regiões de Lisboa e do Norte. Para este resultado, contribuíam de forma mais decisiva as sub-regiões Grande Lisboa (28%), Grande Porto (14%) e Península de Setúbal (8%). No conjunto, estas três sub-regiões representavam cerca de metade do poder de compra manifestado no território nacional.
Ao nível municipal, a importância do município de Lisboa destacava-se de forma clara no contexto nacional ao representar 11% do poder de compra total. Em 2007, outros 22 municípios concentravam individualmente mais de 1% do poder de compra nacional. Trata-se de municípios integrados nas áreas metropolitanas de Lisboa (Sintra, que é o segundo município a concentrar mais poder de compra, com 4%, e ainda Oeiras, Cascais, Loures, Almada, Amadora, Seixal, Vila Franca de Xira, Odivelas e Setúbal) e do Porto (Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Santa Maria da Feira), bem como municípios capitais de distrito (Coimbra, Braga e Leiria).
Em 2007 21 municípios (6,8% do total de municípios) concentravam metade do poder de compra nacional e 62 municípios (cerca de 20% do total) concentravam 75% do poder de compra. Estes resultados confirmam a leitura de que o poder de compra se encontra significativamente associado à dimensão urbana dos municípios e, portanto, territorialmente muito concentrado.



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