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quinta-feira, 24 de Maio
Concluídas as obras de requalificação, os Jardins do Paço Real de Caxias abriram ao público no passado dia 20 de Setembro.
A intervenção nos jardins da Quinta Real de Caxias e a recuperação do património escultórico ali existente estão concluídas e o facto foi assinalado com a cerimónia de reabertura ao público do espaço. O presidente da Câmara aproveitou a oportunidade para recordar momentos importantes da história recente daqueles jardins. Lembrou, assim, a assinatura, em 1986, do protocolo entre a Câmara Municipal e o Ministério da Defesa, altura em que “os jardins se encontravam em avançadíssimo estado de degradação, quer quanto aos elementos arquitectónicos, quer quanto aos elementos paisagísticos”. Referiu-se, também, à abertura ao público dos jardins, em 87, após um ano de trabalhos de desmatação e limpeza, permitindo “dar a conhecer o riquíssimo património da segunda metade do séc. XVIII, inspirado nos jardins franceses de Luis XIV, que os oeirenses desconheciam devido à pertença da propriedade pelo Ministério da Defesa desde 1908”.O autarca aludiu, ainda, à candidatura, em 1993, da Quinta Real de Caxias ao Programa Europeu de Conservação de Jardins de Valor Histórico promovido pela Comissão das Comunidades Europeias, referindo a atribuição do respectivo prémio, que, segundo disse, “deu novo impulso à recuperação dos jardins”.“A divulgação deste prémio europeu gerou um enorme interesse nos meios académicos, nos especialistas na matéria e no público em geral, passando a Quinta Real de Caxias a ser uma referência de excelência do património paisagístico do concelho”, sublinhou. De assinalar que a implementação do projecto de recuperação proporcionou o desenvolvimento de diversos trabalhos, que se prolongaram por dez anos, entre eles a reposição dos desenhos de buxo dos canteiros, a regularização dos caminhos de saibro, a colocação de sinalética, a adaptação do pavilhão octogonal norte para sala de leitura, a recuperação de uma dependência exterior convertida em recepção/posto de turismo e o início da recuperação das esculturas de Machado de Castro e pinturas do pavilhão e cascata. “Segundo dizem os especialistas – apontou Isaltino Morais – a riqueza patrimonial destes jardins reside na beleza exuberante das estátuas de Machado de Castro e da representação mitológica do ‘Banho de Diana’”. O presidente da Câmara louvou, nesse sentido, a dedicação de todos quantos tornaram possível a recuperação das esculturas originais de Machado de Castro – que estarão em exposição no pavilhão norte – bem como a execução das réplicas das sete esculturas e algumas obras de consolidação da Cascata, que, disse, “constituem o início de uma longa tarefa que ainda temos pela frente, mas que teimosamente fazemos questão de levar até ao fim”.“A estas, seguir-se-ão mais 18 esculturas, até que esteja completo o ambiente cenográfico que o grande mestre Machado de Castro concebeu para estes jardins”, explicou Isaltino Morais. O autarca aludiu ainda à assinatura, em Março último, de um protocolo com o Ministério da Justiça referente à cedência de uma significativa área junto à ribeira que permitirá “redefinir os antigos limites da Quinta Real, transformando-a num grande parque urbano para fruição pública”, no qual será retomada a produção agrícola, completada com um jardim de cheiros e um novo viveiro municipal.A cerimónia de reabertura ao público dos jardins e reposição das réplicas das esculturas de Machado de Castro incluiu ainda o lançamento do livro “Quinta Real de Caxias – História, Conservação e Restauro”.
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