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quarta-feira, 08 de Fevereiro

 
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José Eduardo Agualusa no “Café com Letras”, em Oeiras 

 

José Eduardo Agualusa, um dos mais ilustres representantes da literatura lusófona, tem encontro marcado com o jornalista Carlos Vaz Marques, para mais uma sessão do “Café com Letras”, no dia 27 de Abril, às 21H30, na Biblioteca Municipal de Oeiras. O pretexto deste encontro é a publicação e lançamento do seu último livro, intitulado Um pai em nascimento. A entrada é livre.

Trata-se de um texto que regista as reflexões e impressões literárias do nosso autor, partilhando a sua forma de nascer e crescer como pai.

 

José Eduardo Agualusa [Alves da Cunha] nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa.

 

Os seus livros estão traduzidos em mais de uma dezena de idiomas. Também escreveu várias peças de teatro, como Geração, Chovem amores na Rua do Matador, juntamente com Mia Couto, e o monólogo Aquela Mulher.

 

Beneficiou de três bolsas de criação literária. A primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever Nação Crioula, a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante três meses e na sequência da qual escreveu Um estranho em Goa e a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austauschdienst. Graças a esta bolsa viveu um ano em Berlim, e foi lá que escreveu O Ano em que Zumbi Tomou o Rio.

 

No início de 2009, a convite da Fundação Holandesa para a Literatura passou dois meses em Amesterdão na Residência para Escritores.

 

Escreve crónicas para a revista LER e para o jornal angolano A Capital. Realiza para a RDP África A hora das Cigarras, um programa de música e de textos africanos. É membro da União dos Escritores Angolanos.

 

Em 2006 lançou, juntamente com Conceição Lopes e Fatima Otero, a editora brasileira Língua Geral, dedicada exclusivamente a autores de Língua Portuguesa. Seguir-se-ia, em 2009, o romance Barroco Tropical, uma narrativa onde o escritor angolano imagina o futuro próximo de Luanda: o fim do petróleo, a profunda crise social, o medo… Trata-se de uma visão literária que traça um terrível processo da sociedade angolana, dos erros e contradições do poder, do retorno a velhos costumes de eriçarias, situando a acção no ano de 2020. Tudo isto com a mestria da língua e a escrita sublime que lhe é característica.

 

É, por isso, um dos mais ilustres representantes da literatura lusófona e vai estar à conversa com Carlos Vaz Marques e o público leitor na Biblioteca Municipal de Oeiras.

 

 



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