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quinta-feira, 09 de Fevereiro

 
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Investimento de quatro milhões de euros - Inaugurado Centro Cultural do Palácio do Egipto 

 

Abriu portas, no passado dia 25 de Junho, o novo Centro Cultural do Palácio do Egipto, em pleno coração do centro histórico da vila de Oeiras.

Concluídas as obras de requalificação e ampliação, o Palácio do Egipto ‘renasce’, deste modo, enquanto pólo dinamizador de actividades sócio-culturais.
O edifício integra, agora, uma galeria de exposições, uma livraria, lojas, restaurantes e esplanadas, estando apto a receber outro tipo de eventos, tais como colóquios e conferências.
Este imóvel setecentista – que no passado constituiu casa nobre, parte de uma quinta que se estendia até Santo Amaro – viu recuperado o seu volume principal (respeitando as suas características) e criado um novo volume, com uma linguagem mais contemporânea.
A intervenção, orçada em cerca de quatro milhões de euros, teve como finalidade a criação de um equipamento de qualidade que, funcionando em articulação com o Auditório Municipal Eunice Muñoz, dotará o Centro Histórico de Oeiras de equipamentos essenciais à criação de uma dinâmica cultural abrangente e envolvente de significativa importância no contexto nacional.
“Em boa hora decidimos recuperar este elegante edifício seiscentista, talvez a mais antiga residência aristocrática da vila de Oeiras, preservando a parte significante da sua cuidada e harmoniosa arquitectura exterior e adaptando o seu interior às artes e às humanidades”, assinalou, a propósito, o presidente da Câmara Municipal.
Razões, de acordo com Isaltino Morais, “não faltam”.
“Desde logo – disse – porque é um excelente pretexto para honrar a memória do seu primeiro proprietário, uma figura ilustre do Reino e, segundo alguns historiadores, um dos maiores benfeitores que Oeiras teve: a família Rebelo de Andrade”.
“Um segundo motivo que justifica esta recuperação – acrescentou – tem a ver com o serviço público, ou seja, ao dotarmos o nosso concelho com mais um novo equipamento, estamos a contribuir para corresponder melhor às solicitações e às expectativas da cidadania na área da cultura e das humanidades”.
A este propósito, o presidente da Câmara aludiu a uma “estratégia de recuperação/construção de equipamentos culturais” onde se incluem a Fábrica da Pólvora de Barcarena (museu, auditório, jardim), o Palácio Anjos (Centro de Arte Manuel Brito, jardim), o Palácio Ribamar (biblioteca, galeria, centro de dança) e o Auditório Amélia Rey Colaço, todos em Algés, o Palácio do Egipto (galeria), a Livraria-Galeria Municipal Verney, o Auditório Eunice Munõz e Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, e ainda o Centro Cívico de Carnaxide (auditório, biblioteca), aos quais se juntarão o pavilhão multiusos no Alto da Boa Viagem e o Centro de Congressos em Paço de Arcos.
O autarca apontou ainda uma terceira razão, sustentada no facto de, numa terra que é “berço do maior parque tecnológico nacional e de parques empresariais de grande prestigio, onde investigação e inovação se assumem como protagonistas, despender cerca de quatro milhões de euros do orçamento municipal na reabilitação de um edifício degradado e pô-lo de imediato à disposição das artes, é validar o conceito que vê na cultura um campo congregador de valores e uma força de desenvolvimento, de mudança e de coesão”.
“Vivemos – disse – num território que soube aliar património a inovação, a desenvolvimento e a modernidade, num território que, apostando no empreendedorismo, no conhecimento e nas novas tecnologias como factores de competitividade e emprego, soube, em vinte e poucos anos, renascer para uma nova identidade”.
Em paralelo, Isaltino Morais referiu-se ao projecto de requalificação dos centros históricos do concelho e à relevância que ele tem assumido, reiterando que “existe uma vontade clara de não deixar a nossa identidade perder-se e degradar-se, desvanecendo-se na volatilidade da memória”.
“Tal não acontecerá, certamente. Muito pelo contrário, o património histórico de Oeiras será a mola impulsionadora do desenvolvimento local, atraindo gente de fora e acolhendo gente de dentro, isto é, munícipes jovens que poderão aceder a habitação em condições especialmente favoráveis”, explicitou.
O presidente da Câmara disse, também, que “valerá de pouco a presente inauguração se ela apenas representar a transformação de um edifício desprezado, deprimido e sem vida, por um outro cheio de ideias, de movimento e de projectos. Pretendemos mais do que isso”.
“Queremos um Palácio do Egipto como eixo central de uma zona criativa e informal, espécie de ‘bairro cultural’, onde cafés, música, bares, animações de rua, teatros e exposições, possam interagir entre si, e onde artistas emergentes possam experimentar e criar”.
A este propósito, Isaltino Morais lembrou que “o ponto de partida da nossa política cultural sustenta-se em estratégias norteadas quer para a qualidade de vida, quer para a qualidade da democracia e para o futuro da comunidade que governamos, pelo que todas as medidas de política cultural por nós tomadas nestes últimos vinte anos tiveram como objectivo proporcionar aos cidadãos, independentemente das suas crenças, estrato social ou económico, grau de educação e cultura, um conjunto de condições de desenvolvimento pessoal e social, sempre visando a igualdade de oportunidades”.
Recorde-se que o Palácio do Egipto abriu portas com a apresentação da exposição “Dali: Sonhos de Literatura e Escultura”, que poderá ser ali vista até Setembro.



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