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sábado, 04 de Fevereiro
Homo ecranis é o título da Exposição de Desenho de Alexandre Grave que a Galeria Municipal Palácio Ribamar apresenta de 10 de Setembro a 3 de Outubro, de terça-feira a domingo, das 13H00 às 18H00. A inauguração tem lugar no dia 9 de Setembro, às 18H00. Esta Galeria municipal está localizada no Palácio Ribamar, na Alameda Hermano Patrone, em Algés.
Alexandre Grave apresenta nesta sua nova exposição individual o trabalho realizado ao longo de três anos, nos quais se debruçou sobre os novos processos e métodos de criação com uma visão dos nossos tempos. Apresentada num conjunto de cerca de vinte trabalhos, esta exibição marca o início de um caminho em que se funde a reflexão sobre a prática e a pedagogia do desenho.
Activo desde 1992, data em que concluiu a licenciatura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa em Artes Plásticas/Pintura, Alexandre Grave é um pintor com um curriculum longo e esta é a apresentação pública de um trabalho específico e com contornos objectivamente experimentais.
Esta exposição tem como objectivo demonstrar a prática e a aplicação de novas tecnologias no âmbito do desenho, partindo de uma reflexão sobre o conceito de Lipovetsky, que dá nome a esta mostra.
O desenho que, sendo uma das mais antigas formas de pensar o mundo, é agora uma das formas de interligar esse passado e o presumível futuro. Os novos meios (de registo e de suporte) solicitam uma postura mental diferente da que tradicionalmente ainda usamos por legado e por formação.
Ao suporte e aos materiais físicos que interagem directamente com o fazedor do passado recente abre-se, necessariamente, a reflexão sobre o próprio corpo no processo e também no modo de pensar o fazer. A reflexão sobre a prática do desenho implica um novo modo de pensar os suportes e os meios actuantes, o pensar de forma a estabelecer uma correcta inter-relação entre a máquina e o fazedor.
O desenho permanece a forma mais directa de pensar o(s) mundo(s). Na intenção de tocar as vertentes do visível e do concebido /conceptualizado. Agarrar a dimensão humana na sua progressiva diluição na bidimensionalidade dos vários ecrãs e espelhos.
Surge, portanto, a possibilidade de um registo que não necessita de transposição para um patamar físico, permitindo-lhe a sua possível manutenção exclusiva no ecrã e da sua permanência virtual numa memória digital.
Algumas dessas possibilidades e caminhos são aqui experienciados, dando corpo à exposição e colocando o observador perante as novas formas do dizer gráfico.
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