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quinta-feira, 09 de Fevereiro
Elisabete Oliveira, vereadora com o Pelouro da Cultura“Queremos ganhar a aposta da divulgação da cultura”
“Gostava que Oeiras pudesse ser, todas as semanas, palco de pelo menos um evento cultural significativo. Gostava que as pessoas associassem o nome de Oeiras a eventos culturais de qualidade e que aqui pudesse existir uma verdadeira dinâmica cultural”. Ambiciosa, como se assume, e determinada a lutar por aquilo em que acredita, Elisabete Oliveira está certa de que afirmar-se como uma referência no campo cultural constitui um dos próximos passos da consolidação de um Município que é, já hoje, referência numa série de outras áreas.
“O que propomos aos nossos munícipes acaba por ser uma sucessão de percursos que contribuem para enaltecer a cultura. São caminhos que hão-de permitir, mais tarde ou mais cedo, arquitectar uma globalização positiva e personificada. No essencial, em minha opinião, são passagens que não esquecem, nunca a dimensão humana das nossas estratégias”.A vereadora responsável pelo pelouro da Cultura fala com entusiasmo de projectos já concretizados e a concretizar e da sua ambição de deixar a sua marca pessoal no Município, ao contribuir para fazer de Oeiras uma referência também no domínio cultural.“Para que tal suceda torna-se indispensável definir objectivos e estratégias”, defende, explicitando que “em Oeiras, um dos grandes eixos do Plano Estratégico Municipal baseia-se, justamente, na valorização do capital humano através da sua qualificação, bem como da intenção em acentuar a capacidade de criação e fruição cultural”. “O trabalho que temos desenvolvido na área da cultura centra-se na concretização de objectivos que corporizam, simultaneamente, inúmeras apostas culturais”, sublinha Elisabete Oliveira. A aposta na valorização da memória histórica e do património de Oeiras, reflectida nos Encontros de Histórica Local, no Ciclo de Estudos Oeirenses ou nas actividades desenvolvidas pelo Núcleo de Museologia instalado na Fábrica da Pólvora de Barcarena são disso exemplos.“Este ano, assinalámos o bicentenário das Invasões Francesas e da construção das Linhas de Torres com iniciativas que envolveram muitos participantes, promovidas em parceria com a Câmara de Cascais, integradas na realização das Jornadas Europeias do Património”.Ciente de que o estabelecimento de parcerias é importante para alcançar, com sucesso, objectivos partilhados, a vereadora alude a protocolos firmados com associações culturais do concelho, enquanto “forma de polarizar interesses comuns”, destacando “recursos com potencial para o lazer e para a cultura”.
Diversidade e pluralidade de ofertaNa opinião de Elisabete Oliveira, “falar em promoção da cultura é reafirmar a nossa vontade em torná-la, considerando todas as suas componentes, acessível a gente nova e menos nova, sem diferença de género e sem preconceitos de qualquer ordem”. É para esse objectivo que contribuem, por exemplo, programas como o ‘Oeiras a Ler’ ou o ‘Café com Letras’, este último tendo permitido trazer à Biblioteca Municipal de Oeiras “nomes de grande prestígio da cultura contemporânea portuguesa, como José Saramago, António Lobo Antunes, Manuel Alegre, Vasco Graça Moura ou Gonçalo Tavares, só para citar alguns”. No campo da programação cultural, “Oeiras tem podido contar com diversidade e pluralidade de oferta, de forma a tornar acessível aos munícipes todos os tipos de manifestação artística”. Destaque, relativamente ao ano em curso, para a área da música e para uma programação onde pautaram nomes como o do Prof. Sequeira Costa, o dos Solistas da Orquestra Gulbenkian, o da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras ou o do Maestro José Atalaya, personalidade que foi, aliás, homenageada em Oeiras por ocasião do seu 80.º aniversário, com um concerto non stop, no passado dia 24 de Novembro. Ainda na música, “e porque tentamos ter a maior abrangência possível”, Oeiras voltou a assistir, este ano, ao Ciclo de Fado, ao Ciclo de Jazz, aos concertos integrados no âmbito do Cool Jazz Fest, aos ciclos de dança e música de Verão, nos Jardins do Palácio do Marquês e na Fábrica da Pólvora.
Despertar nas crianças o gosto artísticoPor outro lado, “e porque queremos ganhar a aposta da divulgação da cultura e das artes, tentamos que as nossas crianças cedo despertem o seu gosto artístico”.Neste âmbito, Elisabete Oliveira alude ao projecto Escolas-Verney, que, “ano após ano, tem catalizado o interesse e atenção dos alunos das escolas do concelho, num registo inequívoco do que deve ser a educação pela arte”, e a outros, como a ‘Música para Crianças’, os projectos de animação infantil que decorrem nos diversos auditórios municipais, o ‘Pijama às Letras’ e as ‘Ondas de Contos’. “Acredito que é fundamental que as crianças e os jovens se familiarizem, desde cedo, com os espaços onde a cultura acontece, como os teatros e as bibliotecas”, revela. Incontornável, em qualquer situação onde se fale sobre a aposta cultural do Município, é, actualmente, o exemplo do Centro de Arte Colecção Manuel de Brito, instalado no Palácio Anjos, e que representa, “talvez, a melhor colecção de pintura portuguesa contemporânea”.“Trata-se de uma referência. A colecção é muito boa e tem sido muito visitada. Por outro lado, o palácio foi, ele próprio, objecto de uma reabilitação muito feliz”, sublinha. A esta somar-se-á a Colecção Neves e Sousa, “um dos testemunhos mais completos da presença de Portugal no Mundo”.“O protocolo foi assinado o mês passado, permitindo concretizar uma ambição que já vem de há alguns anos e que diz respeito à instalação da colecção Neves e Sousa em Oeiras. O protocolo prevê a doação da colecção ao Município, com o compromisso de que será exposta, pelo menos, durante 180 dias ao longo do ano. Quadros, álbuns, poemas e livros ficarão instalados no espaço onde actualmente funciona a Livraria-Galeria Verney. Contamos inaugurar esta exposição no próximo ano”.Os equipamentos culturais assumem, em todo este contexto, papel de realce “pois é neles que acontecem, quase diariamente, os actos de cultura: conferências, seminários, peças teatrais, concertos, recitais, sessões de poesia, espectáculos de dança, cinema e tantas outras manifestações”. Recentemente, a Câmara Municipal inaugurou mais um auditório, o Auditório Municipal César Batalha, no Alto da Barra, facto que surge, para a vereadora, “como que a confirmar a prioridade que o Município atribui à cultura”. Ainda relativamente a equipamentos, Elisabete Oliveira considera ser “da mais elementar justiça salientar o cariz cultural que assume o Parque dos Poetas, revelando um enorme potencial para ser integrado numa direcção temática onde cultura, poesia, literatura e escultura estarão sempre presentes”.Foi ali que teve lugar, este ano, a Festa da Poesia, “um evento muito interessante, que contou com a participação da Companhia de Actores, e ao qual o público aderiu com grande entusiasmo”. Um outro espaço privilegiado de cultura surgirá, em Oeiras, logo que estejam concluídas as obras de reabilitação do Palácio do Egipto.Será, na opinião de Elisabete Oliveira, mais uma forma de promover “o enriquecimento de um conceito tão importante e tão caro nos tempos que correm como é o da identidade cultural de um concelho que queremos cada vez mais moderno, equilibrado, aprazível e dinâmico”.
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