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sábado, 04 de Fevereiro
“Extremamente satisfeito” com o trabalho desenvolvido, Carlos Morgado realça dados como os que apontam para índices de execução na ordem dos 98% (em 2006), ou para o montante de 375 mil euros atingido, em 2007, em matéria de obra feita no âmbito da delegação de competências. Verba que, assinala, não contempla as “inúmeras intervenções realizadas pelo operário que trabalha ao serviço da junta de freguesia”.Caracterização da freguesiaOeiras e São Julião da Barra tem recenseados cerca de 30 500 habitantes, de um total de 45 mil residentes.Reconhecendo a existência de “casos pontuais de pobreza”, Carlos Morgado considera que se trata de uma freguesia cuja população se enquadra, na sua maioria, naquela que é entendida como a classe média/alta.Consciente da tendência de envelhecimento populacional, particularmente notada no centro histórico da vila, a Câmara Municipal tem vindo a pôr em prática projectos que visam atrair os jovens, nomeadamente através da recuperação de imóveis antigos destinados a arrendamento.O presidente da junta de freguesia acompanha com interesse os esforços que estão a ser feitos até porque, na sua opinião, “a revitalização do centro histórico passa, em grande medida, por trazer para cá população mais jovem”.Centro históricoFixar jovens no centro histórico não é, contudo, para Carlos Morgado, panaceia para todos os males.Projectos como o da recuperação do Palácio do Egipto (em curso) ou do Mercado Municipal são, no seu ponto de vista, “muito interessantes a esse nível”, podendo contribuir para “atrair mais visitantes ao centro histórico”.Soma-se a questão do trânsito, relativamente à qual o presidente de junta preconiza uma solução livre de automóveis: “na minha opinião, a médio ou longo prazo o trânsito deveria ser desviado do centro histórico”.O presidente de junta está consciente, no entanto, de que para que tal aconteça é necessário “criar condições, em termos de mobilidade e de estacionamento, na orla”.“Acredito que o comércio teria muito a ganhar com a não existência de circulação automóvel no centro histórico e com a criação de, por exemplo, mais esplanadas.Seria muito positivo para o comércio, estou certo”.Cultura“A oferta cultural no concelho é vasta e a freguesia de Oeiras não foge à regra”, começa por destacar Carlos Morgado.Aos auditórios municipais e à programação que oferecem juntam-se entidades como a Biblioteca Operária Oeirense, a Galeria Verney ou o Teatro Independente de Oeiras. Comprometida com a cultura, a própria junta de freguesia assegura a dinamização de diversos eventos nesta área.“Em 2007 promovemos quatro exposições, com trabalhos de artistas residentes na freguesia, patrocinámos a edição de um livro, cujo autor também reside na freguesia, lançámos a segunda edição do Prémio Literário Aquilino Ribeiro, no âmbito do qual assinámos um protocolo com uma editora, tendo em vista a publicação da obra vencedora… E ainda proporcionamos visitas à Capela do Palácio do Marquês, no primeiro fim-de-semana de cada mês”.Desporto“Sou suspeito [Carlos Morgado é presidente da Associação Desportiva de Oeiras] mas a Associação Desportiva de Oeiras é, provavelmente, a mais emblemática da nossa freguesia, movimentando largas centenas de atletas”.A mais emblemática, mas não a única. A este nível, a oferta é grande, e, sobretudo, diversificada.Contam-se o Clube Escola de Ténis de Oeiras (CETO), “que tem feito um trabalho extraordinário na divulgação da modalidade”, o Clube de Voleibol de Oeiras, que “vê o número de atletas crescer de ano para ano”, o Clube de Rugby de Oeiras e, enquanto agente dinamizador, a própria junta de freguesia.“No pavilhão da junta de freguesia, no Jardim Municipal, perto de 500 pessoas praticam, regularmente, uma actividade física. Este número tem vindo a crescer, de ano para ano, em grande medida fruto do investimento ali feito em melhoramentos, quer no interior, quer no exterior, e que em 2007 rondou os 30 mil euros. As condições para a prática desportiva são hoje muito melhores e isso atrai cada vez mais gente”, assinala Carlos Morgado.EducaçãoA freguesia dispõe de boas escolas mas isso não é tudo.Nos últimos dois anos (2006 e 2007) a Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra atribuiu, no total, 18 bolsas de estudo a alunos do ensino secundário. “Bolsas de estudo nas quais a junta de freguesia não gastou um cêntimo, graças a parcerias firmadas e a patrocínios angariados junto de empresas, não só da freguesia”.Espaços verdesO eixo formado pelo Jardim Municipal, pelo Jardim do Palácio do Marquês de Pombal e pela Estação Agronómica Nacional constitui a jóia do património paisagístico da freguesia, que Carlos Morgado assume com visível orgulho.Um corredor verde, ligando a Estação Agronómica à orla marítima, será, no futuro, uma mais valia que a freguesia poderá ostentar e que se soma a outra, outro ex libris do concelho: o Parque dos Poetas.“É uma das infra-estruturas mais visitadas, e não apenas por munícipes. Vejo, ali, com frequência, autocarros provenientes de diversas regiões do País, o que afere bem da curiosidade que as pessoas têm relativamente àquele espaço, que é lindíssimo, e que virá a ter ainda mais repercussão, quando estiver construída a segunda fase”.Mobilidade e acessibilidadesA este nível – mobilidade e acessibilidades – Carlos Morgado considera que “a freguesia não tem grandes problemas”.Os que identifica relacionam-se com o estacionamento. E para estes, admite, não há soluções milagrosas.“Se considerarmos as zonas de maior índice habitacional, como a Figueirinha, urbanizações construídas há 25, 30 anos, num tempo em que o número médio de automóveis por família era, quanto muito, de um, compreendemos como é complicado gerir esta situação. Sabemos que, actualmente, cada família tem uma média de dois, por vezes três carros e as urbanizações são as mesmas”.O autarca realça, no entanto, o esforço que está a ser desenvolvido pela Câmara Municipal no sentido de fazer face a este problema. A criação de novos parques de estacionamento, junto ao Instituto Gulbenkian de Ciência ou na actual localização do parque da Misericórdia, são, na opinião de Carlos Morgado, prova do trabalho que está a ser feito neste âmbito.
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