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quinta-feira, 09 de Fevereiro

 
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D. Carlos Azevedo distinguido com a Medalha de Honra do Município 

 

A Câmara Municipal de Oeiras assinalou o Dia do Município, 7 de Junho, feriado municipal, com a sessão solene de atribuição de condecorações municipais de mérito.
O dia ficou marcado por outras actividades, que tiveram início com o tradicional hastear das bandeiras, em frente aos Paços do Concelho, seguindo-se uma Missa Solene, na Igreja Matriz de Oeiras.

Um conjunto de empresas sedeadas no concelho - Oracle, Astrazeneca, Procter & Gamble, Sanofi Aventis, Sistemas Mac Donald’s e Outsystem – foram distinguidas, naquele dia, a par de individualidades dos mais diversos quadrantes, instituições de solidariedade social e associações culturais.
A Medalha de Honra do Município foi este ano outorgada a D. Carlos Alberto de Pinho Moreira Azevedo. Nascido em Milheirós de Poiares, Santa Maria da Feira, a 4 de Setembro de 1953, D. Carlos Azevedo estudou nos Seminários do Porto e no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas, doutorando-se, em 1986, na Faculdade de História Eclesiástica, na Universidade Gregoriana, em Roma.
Estudou Teologia Espiritual nos Institutos Romanos da Companhia de Jesus e da Ordem do Carmo. Foi professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, desde 1987, e vice-reitor da mesma Universidade, entre 2000 e 2004. Entre os diversos cargos eclesiais, destaca-se o de Director Espiritual do Seminário Maior do Porto, entre 1981 e 1993, o de presidente da Assembleia de Párocos da Cidade do Porto, entre 1997 e 1999, o de presidente da Direcção do Centro de Estudos de História Religiosa, entre 1992 e 2001, representante da Conferência Episcopal Portuguesa no Conselho Consultivo do Instituto Português de Museus, entre 2001 e 2003.
De realçar ainda o cargo de Director da Escola das Artes (extensão de Lisboa) da Universidade Católica Portuguesa e de presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicação Social.
A 4 de Fevereiro de 2005 foi nomeado Bispo Titular de Belali e Auxiliar do Patriarcado de Lisboa e a 5 de Abril de 2005 eleito Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa.
D. Carlos Azevedo, presença constante e atenta às actividades das paróquias do Município de Oeiras, foi recentemente nomeado Coordenador Geral da visita ao nosso País de Sua Santidade o Papa Bento XVI.
“As condecorações de mérito traduzem o reconhecimento do Município a todos quantos pelo seu exemplo, pelo seu esforço, pela sua dedicação a causas múltiplas, nas empresas, nas instituições de ensino e investigação, no desporto, na cultura, na acção social, nas associações humanitárias, desportivas e nas Paróquias constituem referências para todos os cidadãos e orgulho para nós, oeirenses”, disse, a propósito, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras.
“O sucesso de Oeiras – acrescentou – não é um exclusivo das políticas municipais, dos seus executivos, das suas obras. Por muito e bom planeamento que se faça, por mais políticas que se criem, por mais obra que se deixe, o sucesso só é sustentável se a sociedade civil oeirense souber responder às condições criadas e ao exemplo dado com empreendedorismo e dinamismo”.
“E em Oeiras foi isso que aconteceu. Oeiras soube criar os seus filhos e adoptar novos oeirenses, soube a todos integrar numa família comum, apesar da diversidade social e económica e da multiculturalidade, soube criar uma identidade própria onde todos se reconhecem. O sucesso alcançado é devido a todos e por isso justo é homenageá-los e a todos agradecer pelos méritos alcançados”, sublinhou.
Na oportunidade, e como é tradicional, coube ao presidente da Câmara Municipal de Oeiras fazer uma intervenção, na qual começou por apontar que “é na tempestade que se julga a essência da qual somos feitos”.
Referindo-se aos “tempos de crise e incerteza como os que o mundo hoje enfrenta”, Isaltino Morais considerou que “é na nossa capacidade de resposta aos desafios inesperados que podemos avalizar a mais-valia das nossas convicções e estratégias de desenvolvimento”, “é em tempos como estes que melhor nos podemos aperceber da solidez e determinação de que Oeiras é feita”.
Baseado, segundo disse, na “convicção profunda de quem já fez e provou saber fazer”, o autarca fez questão de garantir que “Oeiras vai saber vencer uma vez mais, transformando as dificuldades em oportunidades, fazendo das fraquezas a sua força, criando condições para mais um novo e vibrante ciclo de desenvolvimento”.
Ao iniciar a sua intervenção com “apelo à alma e à essência de Oeiras”, o presidente da Câmara entendeu “reafirmar que este município se deve unir nos bons mas, sobretudo, nos maus momentos” porque, disse, “juntos percorremos um longo caminho na edificação de uma Oeiras moderna e inovadora, desenvolvida e solidária, trabalhadora e responsável”.
Neste sentido, Isaltino Morais sublinhou que “os galardões e as distinções de que temos sido alvo não são por isso fruto do acaso, são o reconhecimento dos nossos méritos; não resultam das circunstâncias políticas do momento, são resultado de uma estratégia de longo prazo; não caíram do céu, ergueram-se da força do nosso trabalho e da convicção das nossas ideias”.
“Perante estas distinções, e quando olho para o Passeio Marítimo, para o Parque dos Poetas, para a Quinta Real de Caxias, para a nova rede de escolas do concelho, para o Centro de Arte Manuel de Brito, para o Palácio do Egipto, para a agenda cultural que apoiamos, para as infra-estruturas desportivas que desenvolvemos, para a habitação social que construímos, para o ambiente que preservamos e para tantas outras coisas mais, permito-me, igualmente, atribuir a Oeiras o galardão de melhor concelho para se viver em Portugal”.
O presidente da Câmara apontou, no entanto, que estas “honrarias” representam um “acréscimo de responsabilidades”, reforçando a “vontade fazer mais e melhor pela qualidade de vida de todos os oeirenses”.
“Atingido este patamar de excelência, cumpre-nos saber defender e preservar esta liderança, bem como a liderança em praticamente todos os indicadores de qualidade de vida em Portugal”, reiterou, acrescentando que “num tempo de crise económica profunda, temos que saber encontrar o que de essencial Oeiras não pode prescindir se quiser continuar a crescer e a liderar”.
Nas palavras de Isaltino Morais, “o rigor financeiro na gestão do Município não pode pôr em causa a liderança do futuro”, particularmente num momento em que, “como reflexo da crise que varre o País”, se adivinha “uma diminuição considerável nas receitas do Município”.
O presidente da Câmara defendeu, nesta linha, que é fundamental “saber poupar até ao limite do razoável, mas mantendo o investimento nos projectos estratégicos em curso” e centrando esforços no reforço das políticas sociais de apoio às crianças e idosos mais carenciados.
Não obstante, considerou importante “saber manter o investimento que potencie a qualidade de vida do concelho, garantindo o estatuto de capital do empreendedorismo em Portugal”, referindo-se ao Centro de Congressos e Exposições de Oeiras, ao equipamento da Rede Escolar do Concelho, ao investimento nos centros de saúde, à segunda fase do Parque dos Poetas e à terceira e última fase do Passeio Marítimo porque, disse, “mesmo em tempo de crise Oeiras não pode parar. Oeiras tem de continuar a marcar o ritmo. Oeiras tem que continuar a liderar”.
“Em Oeiras somos assim. Foi esta a marca genética herdada do Conde de Oeiras e Marquês de Pombal. Para além de todas as dificuldades, hoje o que fazemos é actualizar e continuar a dar vida a este código genético. Hoje como ontem não podemos parar perante as dificuldades, temos que ser capazes de saber transformá-las em oportunidades. Hoje como ontem temos que saber honrar a essência empreendedora e resistente de que Oeiras é feita. Hoje como ontem queremos ser um sinónimo de excelência em tudo o que fazemos. Hoje como ontem queremos ser uma referência nacional e internacional em tudo o que tocamos. Hoje como ontem temos que saber defender e preservar a imagem de marca Oeiras”.
O presidente da Câmara salientou que “o Município de Oeiras não é imune às dificuldades que o País atravessa, não é uma ilha isolada no todo nacional e internacional. Mas é uma instituição solidária, com tradição na defesa dos mais carenciados, com provas dadas na sua vontade de ajudar os oeirenses que mais precisam”.
Nessa linha, disse, “tudo faremos para conter os efeitos nefastos da crise que vivemos, tudo faremos para diminuir o impacto negativo que a mesma terá nas vossas vidas em Oeiras – e estamos a fazê-lo”, dando exemplos, no domínio do emprego, a criação de “mais de mil postos de trabalho em obras adjudicadas pela Câmara no último ano”, na área social, “duas novas residências para idosos, para além de todas as actividades de apoio social à infância – como na acção social escolar, creches, infantários e apoios a famílias numerosas e carenciadas” e na educação, “com a construção de cinco novas escolas”.

 

Medalhas Municipais de Mérito

Grau Ouro

Mestre Emanuel Augusto Santos, Centro de Apoio Social de Oeiras, Engenheiro Mendonça Dias, Miguel Coelho, Dr. Álvaro Ferreira da Silva, Prof.ª Dr.ª Anabella de Carvalho Vicente Rita, António Ramalhete, Prof. Maria Elisa Patrício, Oracle, Astrazeneca, D. Luisa Neves e Sousa, Procter & Gamble, Dr. Ernesto Madeira, Sanofi Aventis, União de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Barcarena, Sérgio Duarte, Dr.ª Isabel Domingos, BP Portugal, Dr. Manuel Oliveira, Sistemas Mc Donald’s

Grau Prata

Restaurante Novo Altair, Joaquim Venâncio, Companhia de Actores, António Baião, Graciano Camisa Pedro, Outsystem

Cobre

1.ª e 2.ª Companhias de Guias de Oeiras, Restaurante Carula, Marco António Ferreira Melo da Silva, Associação Portuguesa da Solidariedade e Desenvolvimento (APSD), Ciranda

Medalha de Honra do Município: D. Carlos Alberto de Pinho Moreira Azevedo, Bispo Titular de Belali e Auxiliar do Patriarcado de Lisboa e Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa

 

 



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