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sábado, 20 de Março
Lessing e o teatro no tempo das Luzes, por Nuno M. Cardoso
Lessing e o teatro no tempo das Luzes, por Nuno M. Cardoso, é o tema da próxima sessão do Ciclo 10 Luzes num Século Ilustrado, que decorre no dia 9 de Dezembro, às 21H30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras. A moderação é de Paula Moura Pinheiro.
Este encontro encerra este Ciclo dedicado à reflexão sobre algumas das Luzes Setecentistas que contribuíram para iluminar o caminho da construção permanente do saber e da razão humanas.
Por aqui passaram os olhares de Kant, Voltaire, Diderot e D’Alembert, Locke, Condorcet, Rousseau, Newton, Pombal e, finalmente, Lessing… Foram 10 Luzes possíveis que brilharam durante o ano de 2009, num território cuja reflexão se afigura, sempre, inesgotável, ou não estivéssemos a falar de gigantes! Através deles convocamos outros olhares, outros saberes e tentamos promover a leitura e o debate…
Finaliza-se, por isso com Lessing e o teatro no tempo das Luzes. De personalidade ímpar e controversa, Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781) representa um dos mais ilustres representantes da Aufklärung e um dos pensadores cimeiros do pensamento setecentista. Trata-se de compreender o homem e as suas várias facetas não só como dramaturgo mas, também, pela sua actividade crítica das artes performativas. A sua leitura da dramaturgia, as críticas efectuadas que realizou procurando modificar os modelos clássicos e franceses que influenciavam a produção dramatúrgica alemã, inaugurou uma nova abordagem e um novo discurso nas artes dramáticas alemãs, influenciando toda a produção posterior.
Não podemos esquecer que Lessing e o seu teatro emergem em meados do século XVIII alemão, marcado pelo absolutismo político e por uma forte dependência de modelos artísticos franceses… Deste modo, poder-se-á dizer que, neste século ilustrado, o espaço ocupado por Lessing (e alguns dos seus espíritos afins, como Friedrich Nicolai e Moses Mendelssohn) apresenta-se, particularmente no âmbito do teatro, mas não só como um grande momento de renovação, múltiplo, ambivalente e vivamente contraditório, para alguns, uma quase revolução que passou despercebida!
Nuno M. Cardoso nasceu em 1973 no Porto. Frequentou a Licenciatura em Matemática e Ciências da Computação na Universidade do Minho, o Mestrado em Teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e o Curso Internacional Itinerante de Aperfeiçoamento Teatral da École des Maîtres.
Encenou G. E. Lessing, Friederich Schiller, J. W. Goethe, R. W. Fassbinder, Heiner Müller, Peter Handke, Falk Richter, William Shakespeare, John Milton, James Jones, Mikhail Bulgakov, Ingmar Bergman, Albert Camus, Alberto Miralles, Samuel Beckett, Boris Vian, Stig Dagerman, Bernard-Marie Koltès, Jean Paul Sartre, Neil Gaiman, Fernando Pessoa, Al Berto, Miguel Torga, Luís de Sttau Monteiro, Pedro Eiras, Hugo Curado.
Como actor trabalhou com os encenadores Ricardo Pais, Manuel Sardinha, Nuno Cardoso, Marcos Barbosa, Giorgio Barberio Corsetti, Cláudio Lucchesi, Jean-Louis Martinelli, José Carretas, Paulo Castro, Rogério de Carvalho, António Lago e os realizadores Manoel de Oliveira e Saguenail Abramovici.
Actualmente é assessor de direcção Artística do Teatro Nacional S. João. Foi director artístico do Chapitô, Arquibaldo, o Cão Danado e Companhia e fundador do Teatro Só, Tzero e Emília Café - Associação de Produção de Artes.
Recentemente, encenou a peça Emília Galotti, justamente, do filósofo e dramaturgo alemão Gotthold Ephraim Lessing, primeiro texto deste autor a ser levada à cena em Portugal e que esteve em exibição no Teatro Nacional de S. João do Porto até 8 de Novembro.
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