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terça-feira, 22 de Maio
Oeiras há muito que estabeleceu uma relação com os Estados Unidos da América. Quando elevamos Oeiras a um concelho de qualidade, erradicando as barracas, dando-lhe identidade, garantindo a igualdade a todos os que aqui residem, redefinindo o território, dando largas à imaginação, construindo espaços verdes que oferecem qualidade à nossa região, afastamos as industrias poluentes e, caminhamos na sonda da sustentabilidade, transformamo-nos num concelho de referência e abrimos caminho para uma politica de internacionalização qualitativa.Oeiras distingue-se por ter uma das maiores qualidades de vida do país, nomeadamente com o maior poder de compra, a maior concentração de classes A+B, a maior concentração de licenciados per capita país, a maior concentração de empresas de base tecnológica, a maior concentração de multinacionais a operar em Portugal, ou seja, Oeiras transformou-se num concelho que não tem rival em Portugal. Neste início do séc. XXI, é fora de portas que vamos buscar nossa inspiração. É, para além das nossas fronteiras lusitanas, que buscamos fontes de alimentação para o nosso território que queremos cada vez mais forte, coeso, tecnológico e profundamente inspirador e agregador de uma qualidade de vida, tornando-nos, cada vez mais, competitivos.Apelidados de Silicon Valley português aquando da constituição do Taguspark, Oeiras continuou na senda da tecnologia. Criando mais e mais parques empresariais. Mais emprego e mais progresso. Já nos anos noventa, o epitáfio parecia denunciar o modelo de desenvolvimento que cresceu idêntico a modelos de desenvolvimento existente nos Estados Unidos da América. A ligação foi-se criando e consolidando com a implementação de algumas das maiores e melhores empresas americanas em território Português. Oeiras vive hoje o início de um novo ciclo de desenvolvimento. Atingida a liderança dos principais indicadores de desenvolvimento a nível nacional, queremos expandir a nossa competitividade a nível internacional. Na era da globalização, queremos continuar a atrair novas e maiores empresas. Escolhemos como principais cluster’s de desenvolvimento as novas tecnologias, nomeadamente as tecnologias de informação, comunicação e as biotecnologias. Estamos a criar condições de excelência e de atratabilidade para o nosso concelho com novos centros de investigação e de desenvolvimento tecnológico, tanto nacional como internacional. E é neste quadro que a presença dos EUA em Oeiras poderá conhecer uma nova e vibrante fase. A noção de competição internacional que as regiões adoptam e assumem no sistema internacional tem, nos dias de hoje, contornos diferentes, de anos transactos. As geminações que levamos a cabo no passado, foram realizadas sob a directrizes da politica externa Portuguesa, as chamadas cooperações solidárias, onde complementando o papel do Estado, as câmara municipais com maior disponibilidade, tal como a de Oeiras, levaram a cabo vários processos de colaboração, de edificação, de solidariedade, com a perspectiva de defender a língua, bem como de fazer pontes firmes e coesas entre a população emigrante residente no concelho com as suas terras natais, tais como o Mindelo, Inhambane, entre outras. Mesmo a este nível, queremos dar o um salto, um salto qualificativo. A competitividade internacional não se ganha apenas pela relação Estado a Estado, ou seja, não é o Estado no seu todo que defende as potencialidades e especificidades de determinadas regiões. São as regiões que livremente e que de acordo com as grandes directrizes, os grandes vectores estratégicos da politica externa de cada uma, a irem à procura de outras regiões com processos de desenvolvimento semelhantes permitindo, ter aí, uma ponte de ligação que possibilite desenvolver sinergias comuns. Oeiras quer e vai ser uma das regiões mais competitivas da Europa e, para isso, quer tornar-se numa porta privilegiada de entrada de algumas regiões dos EUA na Europa e em África. Na Europa, porque oferece condições economicamente competitivas, circundadas por um ambiente de segurança e de elevados padrões de qualidade de vida. Em África, porque fruto de uma intensa política de geminações com todos os Estados Africanos de Língua Oficial Portuguesa, traduzida numa política de cooperação com resultados visíveis e concretos. O que nos liga a alguns estados norte-americanos é mais do que se pode, à primeira vista, pensar. Identificando o nosso target, verificamos que Cambridge tem uma grande comunidade portuguesa, bem como não podemos esquecer que uma das partes que queremos potenciar é a componente do ensino e investigação. E, relativamente a este campo, não esquecemos que Cambridge tem das melhores universidades do mundo, nomeadamente Harvard e o MIT (Massachussets Institute of Tecnology). A partir da base científica já localizada no concelho, nomeadamente as unidades de conhecimento do Taguspark, Instituto Gulbenkian de Ciência, a Estação Agronómica Nacional, será possível criar um Oeiras Valley com a complementaridade do ensino e investigação que cimentará estas áreas.
Nesta nova fase de internacionalização em que nos encontramos, a ligação aos EUA continua a representar um vector estratégico de primordial importância. Há bem pouco tempo, recebemos uma visita do Senador Estadual Marc Pacheco. Visita essa que serviu para aprofundar as relações bilaterais entre os dois países, Estados Unidos e Portugal, em particular entre Massachusetts e Oeiras. O senador norte-americano, de ascendência portuguesa, foi recebido pelas administrações da Quinta da Fonte, do Lagoas Park e do Instituto Gulbenkian de Ciência, reuniu com a direcção do Taguspark, visitou o Instituto Superior Técnico, o Instituto de Soldadura e Qualidade, o Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) e empresas como a Chipidea e a Microsoft, não descurando espaços de lazer, tais como a Fábrica da Pólvora de Barcarena, o jardim da Quinta Real de Caxias e o Parque dos Poetas, mostrando a harmonia existente entre espaços com naturezas distintas. Durante a visita o estabelecimento de parcerias e a cooperação transatlântica foram temas dominantes, à semelhança do que já tinha sucedido, aliás, aquando da deslocação do presidente Isaltino Morais a Boston. Referindo-se concretamente a Oeiras, Marc Pacheco confessou que Isaltino Morais e o percurso de desenvolvimento do concelho ao longo dos anos captaram a sua atenção. “A Oeiras de hoje é uma Oeiras que eu não conhecia”.Nesse sentido, apontou como exemplar o trabalho desenvolvido em articulação com o Poder Central e sublinhou a capacidade negocial da Câmara Municipal que permitiu fazer com que se instalassem em Oeiras parques empresariais e centros de investigação científica e tecnológica. Relativamente à cooperação transatlântica, o senador assinalou que, “numa perspectiva económica e de desenvolvimento, vejo tremendas oportunidades, não apenas para Portugal e Oeiras, mas também para a América e em particular o estado de Massachusetts, para as parcerias que, certamente, vão estabelecer-se e ser alargadas, nas mais diversas áreas, no futuro. As relações entre os dois países e as pontes já existem. Porque não aprofundá-las, elevá-las a um outro nível? Para mim, isso faz todo o sentido”. Nesse sentido, Marc Pacheco comprometeu-se a trabalhar em prol de “boas oportunidades de negócio para empresas americanas, bons acordos de cooperação, entre institutos de investigação, de ensino, de saúde e noutras áreas também”. “A cooperação – disse – começa com o estabelecimento de relações formais, que certamente vamos firmar ao longo dos próximos meses”. Já é possível vislumbrar a curta distancia que existe entre Oeiras e os EUA. O futuro mostrará o quanto este Atlântico não será demasiado extenso para laços que começam a aflorar.
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