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quinta-feira, 09 de Fevereiro

Oeiras Respira 
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Consequências da Poluição do Ar 

 

De entre os vários fenómenos que podem ocorrer devido à poluição atmosférica, destacam-se os seguintes: 

- Efeito de Estufa;
- Chuvas Ácidas;
- Rarefacção da Camada de Ozono.

1. O Efeito de Estufa

Os gases naturais que existem na atmosfera formam uma cobertura, que funciona como um vidro de uma estufa, permitindo que a luz do Sol que chega à Terra não se perca toda para o exterior. Esta cobertura de gás mantém o calor junto à superfície e aquece a atmosfera, funcionando como uma estufa.
É este efeito de estufa que, quando funciona normalmente, mantém o nosso planeta quente, permitindo a vida na Terra.

Efeito de Estufa

Causas do Efeito de Estufa

A destruição das florestas e o excesso de Dióxido de Carbono (CO2), expelido pelos automóveis e indústrias, estão na origem do aumento do efeito de estufa. A acumulação de CO2 não permite que a Terra liberte a percentagem de calor necessária, para manter a estabilidade a nível da temperatura. Esta acumulação vai funcionar como um potente filtro que permite a entrada das radiações solares, mas não deixa que o calor saia.

Consequências do efeito de estufa

O aumento da temperatura terrestre pode provocar importantes alterações climáticas, em todas as regiões da Terra.

Este aumento da temperatura provoca a redução/degelo dos glaciares polares, originando, consequentemente, o aumento gradual do nível das águas. As zonas litorais poderiam ficar submersas.

O aumento da temperatura nas regiões desérticas e secas provocariam ainda maior secura, provocando fome e mortes.


2. Chuvas ácidas

As chuvas ácidas são um tipo de poluição atmosférica que se deve à combinação do vapor de água com diferentes óxidos presentes na atmosfera.

Poluentes atmosféricos como o Dióxido de Enxofre (SO2) e o Dióxido de Azoto (NO2), emitidos principalmente pelos transportes, são os principais responsáveis pelo problema da acidificação. 

A maior parte do Enxofre provém das indústrias e instalações termoeléctricas, enquanto que a maior parte dos Óxidos de Azoto provêm da emissão dos motores dos veículos automóveis.

Em contacto com a água estes poluentes transformam-se em ácidos sulfúrico e nítrico, os quais dissolvidos na chuva e na neve atingem a Terra, podendo também ocorrer sob a forma de geada ou neblina.

Causas das chuvas ácidas

A água da chuva é naturalmente ácida devido a uma pequena quantidade de CO2 dissolvido na atmosfera, atingindo um pH próximo de 5.6, e adquirindo, assim, um efeito corrosivo para a maioria dos metais, para o calcário e outras substâncias.

Quando não é natural, a chuva ácida é provocada, principalmente, por actividades industriais e automóveis que queimam combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.

Uma parte da poluição deposita-se nas árvores, edifícios e lagos, geralmente na área onde foi produzida. É a chamada precipitação seca. Formam-se depósitos que mais tarde se combinam com a água da chuva e se transformam em ácidos.

O resto da poluição pode permanecer no ar por mais de uma semana e ser transportada pelo vento a longas distâncias. Durante esse período, as substâncias químicas reagem com o vapor de água na atmosfera, transformando-se em ácidos sulfúrico e nítrico diluídos, que voltam para a Terra sob a forma de chuva ou neve acidificadas.

Consequências das chuvas ácidas

As chuvas ácidas levam à destruição das florestas, provocam a morte dos rios e dos lagos, e corroem os edifícios.

Nas florestas, as folhas das árvores são destruídas, não permitindo o crescimento das árvores, tornando-as mais vulneráveis ao ataque dos insectos e às doenças.

A acidificação atinge também os solos dificultando o desenvolvimento das plantas e diminuindo os rendimentos agrícolas, destruindo toda a fauna e flora aquática.

Provoca a morte dos rios e dos lagos devido há acumulação de elementos tóxicos que vão diminuir o pH da água.

Os edifícios e os monumentos são igualmente atingidos pelas chuvas ácidas, actuando juntamente com os outros agentes erosivos.

3. Rarefacção da Camada de Ozono

A Camada de Ozono localiza-se na Estratosfera entre os 20 e os 35 Km, mas com uma forte concentração aos 28 km.

O Ozono (O3) é um gás composto por três átomos de Oxigénio, que impede a passagem para a Terra de grande parte das radiações ultravioletas (UV) emitidas pelo Sol.


Causas da destruição da camada de Ozono

São diversas as substâncias químicas que reagem com o Ozono, destruindo-o.

O conjunto de poluentes susceptíveis de destruir a camada de Ozono inclui óxidos nítricos e nitrosos expelidos pelos escapes dos veículos e o dióxido e monóxido de carbono libertados pela combustão do carvão e do petróleo. Mas, em termos de efeitos destrutivos sobre a camada de Ozono, nada se compara ao grupo de gases designados por Clorofluorcarbonetos, os conhecidos CFC’s.

Os CFC’s encontram-se nos gases utilizados em aerossóis (sprays), solventes químicos, sistemas de refrigeração (ex.: frigoríficos), ar condicionado, embalagens de plástico, chips de computador e no fabrico de diversos materiais.

Trata-se de compostos muito estáveis que não se degradam facilmente na atmosfera; mas, quando estas moléculas são expostas à radiação ultravioleta são transformadas em moléculas activas que libertam os átomos de Cloro destruindo a Camada de Ozono.


Consequências da destruição da camada de Ozono

A destruição da camada de Ozono permite a passagem das radiações ultravioletas até à Terra, provocando um aumento na temperatura terrestre e favorecendo o aumento do efeito de estufa.

Estas radiações são prejudiciais aos seres vivos: no Homem provoca o aumento de doenças na pele, podendo mesmo originar cancros, problemas de visão (cataratas) e tumores na cabeça. Afecta, também, a fauna e a flora, já que diminui a capacidade de fotossíntese nas plantas, afectando as espécies animais.


Camada do Ozono
A destruição da camada de Ozono provoca a passagem de maior quantidade de radiação para a Terra



O Buraco de Ozono

A poluição originada em todo o planeta é espalhada pelas correntes de vento e toda a atmosfera é atingida, sendo a Antártida, no Pólo Sul, a região mais afectada pela destruição da camada de Ozono.

Devido às baixas temperaturas que se fazem sentir naquela região, a poluição não circula para fora, concentrando-se naquela região. O longo Inverno (com poucos raios solares) faz com que os CFC’s se acumulem.

Quando chega o Verão, os raios do Sol, ou seja, a radiação ultravioleta, começam a quebrar os CFC’s, libertando grandes quantidades de Cloro na atmosfera, que destroem rapidamente o Ozono, criando o buraco.

A camada de Ozono também diminui noutras regiões do mundo, mas na Antártida essa diminuição é maior.

 


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